quinta-feira, 1 de julho de 2010

Naquele dia ela acordou tarde. Levantou, olhou no relógio que marcava 15h48, levantou-se da cama e foi lavar o rosto. Desceu para a sala ligou a TV. Do lado da TV tinha um copo que havia deixado na noite anterior antes de ir dormir.
Sua mãe não estava em casa, a casa estava vazia. Um ótimo dia para parar e pensar na vida. Pensar em tudo que lhe perturbava. Tudo que mais queria e precisava aquele dia, era ficar em casa, sozinha, pensando sem ninguém para interrompê-la.
Lembrou que tinha que escrever uma redação para escola. Então, levantou-se do sofá, desligou a TV e resolveu pensar. Pensou em tudo que estava acontecendo: nas brigas com sua mãe, na falta que sentia de seu pai, no amor que sentia por aquele menino.
Depois resolveu ligar o computador. Ligou-o, esperou até que tudo carregasse. Então, depois de tudo certo, abriu uma pagina do Word. Por um longo tempo ficou lá olhando para a tela sem saber o que escrever. Então resolveu ir até a cozinha buscar um copo de água.
Voltou à sala e sentou-se novamente na frente do computador. Pensou em escrever sobre seu amor por aquele menino já que o professor não havia dado um tema para sua redação. Mas depois lembrou-se de que teria de ler sua redação na sala, e não queria se expor tanto. Pensou então em escrever uma que falasse de qualquer pessoa, sem ter nada a ver com ela.
Tinha apenas aquele fim de semana para escrever e não tinha escrito sequer uma palavra. Continuava sem idéia para escrever nada.
Ficou o dia inteiro dentro de casa sem fazer nada, só pensando no que poderia escrever. Horas e horas na frente daquele computador. Sua mente estava ficando confusa e cansada.
Resolveu que deveria lembrar de algum livro que leu para poder tirar uma idéia. E começou a lembrar. Lembrou de vários livros, e depois de muito tempo resolveu escrever sobre um amor impossível. Nada a ver com ela, justamente por isso teve mais dificuldade de escrever e ao mesmo tempo gostou, pois não queria se expor.
Quando estava conseguindo desenvolver o seu pensamento e redigir a tal redação que precisava fazer, levou um susto com o telefone tocando ao seu lado.
- Alô?
- Oi!!
- Oi Flávia.
- Tudo bem?
- Aham e você?
- Bem! O que você está fazendo? Vamos sair? Queria ir à Augusta beber!
- Não posso, tenho que terminar a minha redação.
- Ahh, mas eu queria tanto te ver. Amanhã você termina. O Fernando vai!
- Não posso mesmo.
- Ahh, ok! Beijinhos
- Beijos.
Essa ligação havia estragado tudo. Todas suas idéias agora haviam se perdido. Como faria pra retomar tudo? Tantas horas perdidas a toa.
Ficou um tempo relendo o que já havia escrito e tentando continuar, mas foi em vão, não conseguiu mais escrever nem uma palavra.
Então, salvou o que já havia escrito, desligou o computador, subiu para o seu quarto e sentou em sua cama. Ficou pensando no que sua amiga havia dito no telefone, e não resistiu. Pegou o telefone, discou aqueles oito números que sabia decor e esperou até que ela atendeu.
- Sabia!
- O que?
- Que você me ligaria dizendo que viria!
- Ahh. Isso? Sim, então, já está indo para lá?
- Não, marquei às 23h00 na frente do Vitrine.
- Ok, daqui a pouco eu vou, irei me arrumar.
- Ok, beijinhos!
- Beijos.
Olhou no relógio e viu que já eram 22h. Precisava correr. Não por conta da distância, pois mora na Paulista, mas sim porque demoraria até se arrumar, e precisava estar linda, afinal ELE estaria lá.
Tomou banho muito rápido, escolheu o vestido mais bonito que tinha, afinal de contas estava um calor absurdo. Passou seu melhor perfume e foi fazer a maquiagem.
Passou um lápis preto por dentro do olho, uma camada bem forte de delineador preto por fora e um batom vermelho.
Colocou um salto vermelho junto com seu vestido preto e estava pronta.
Ficou então esperando sua amiga que como todas as vezes que iam na augusta, passaria na sua casa para pegá-la.
Assim que ela chegou, as duas saíram e foram direto ao Vitrine.
Chegando lá ele já estava lá. Seu coração acelerou mas manteve a calma para que ele não percebesse nada.
Desceram do carro o encontraram e foram para o barzinho na frente do Vitrine. Pediram uma cerveja e ficaram ali conversando. Enquanto ela conversava com Fernando, nem percebeu que Flávia conheceu um homem muito mais velho que ela, começou a conversar com ele e tudo mais. Muito tempo depois, quando percebeu, eles já estavam se beijando.
Saiu correndo do bar puxando Flávia e Fernando pelo braço e levando-os para sua casa. Ao chegarem em sua casa, conversaram e ela falou que o homem era muito mais velho e que ela não deveria ter feito aquilo.
Flávia ficou brava mas depois percebeu que ela tinha razão. Flávia foi embora e os dois ficaram em casa sozinhos.
Mais tarde, quando Fernando foi embora, ela ligou para Flávia contando que eles tinham ficado.


By Giulia (:

Nenhum comentário:

Postar um comentário