sábado, 18 de setembro de 2010

As pessoas não entendem porque eu gosto dele, não entendem porque eu corro atrás dele. Ele só me trata mal? A maioria do tempo, é verdade.
Ele está pouco se fodendo pro que eu sinto? Sim, está. Mas está pouco se fodendo pro que todos sentem. Ele é indiferente à tudo e à todos, e eu sei disso desde o começo, desde que o conheci, mas do mesmo jeito, eu o amo desde sempre.
Eu sempre corri atrás dele, eu corro atrás dele e sempre vou correr. Meus amigos sabem disso, e ele também. Não tem como eu esconder isso mais de ninguém.
Todos falam pra eu não correr mais atrás dele, mas o que as pessoas não entendem, é que eu não tenho esperanças de ter algo com ele, NÃO, longe disso. Eu só não quero perder a amizade dele. E se algum dia eu não deixar o POUCO orgulho que eu tenho de lado, quando a gente brigar, se eu não for atrás dele, ele não virá atrás de mim, ele não falará mais comigo, e eu me afastarei dele. E aí vem o problema. Estar mal perto dele é ruim, mas estar mal longe dele é bem pior.

by Giulia (:

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Às vezes ele parece não entender o que eu falo. Às vezes eu acredito que ele não entende, mas na maioria das vezes, eu tenho quase certeza de que ele entende, mas finge que não; tenho certeza de que ele faz isso pra não ter que me dar uma resposta que com certeza ele SABE que me machucaria mais do que qualquer coisa, ou até pra não sofrer com a verdade.
Às vezes acho que um dia o sentimento que eu tenho por ele ele tinha por mim, mas não dessa forma doentio, claro. Mesmo porque ele não deixaria que chegasse nesse ponto, de sofrer do jeito que eu sofro, mesmo porque ele nunca deixa nada chegar a ponto de ele sofrer assim.
Às vezes eu queria poder voltar no tempo, e concertar onde eu errei. Voltar no tempo, e mudar minhas palavras, impedir a nossa "briga". Queria voltar no tempo e poder dizer tudo o que eu nunca o disse, e sempre tive vontade. Poder voltar no tempo e responder aquela mensagem que dizia "eu te amo giu". Simplesmente poder responder "eu também".
Penso se o que estou pedindo "que ele se importe comigo 1% do que me importo com ele", é pedir muito. É?
Peço desculpas o tempo todo, continuo me humilhando, mas isso não adianta nada. Nada muda, tudo continua como sempre foi. Os minutos que estavam melhores, não existem mais, já acabaram.
Conversando com uma amiga outro dia ela me disse "vamos ver quanto tempo isso vai durar" e eu disse "uma semana, no máximo". Pois é, não completou uma semana, foram apenas 2 dias. Mas eu não posso reclamar né?
Digo que não posso reclamar, mas às vezes penso melhor e vejo que posso sim. Porque não poderia? Eu penso melhor e acho que o que eu queria não é nada demais, não é pedir demais.
Às vezes queria uma explicação para tanta indiferença, queria uma explicação para tanto pouco caso, mas depois, penso que eu sei o porque disso tudo, pelo menos acho que sei.
Queria poder perguntar pra ele porque isso. Queria poder perguntar pra ele tudo que eu quero saber e não consigo achar uma explicação e queria também poder, só uma vez, falar pra ele tudo que eu sinto, e explicar pra ele tudo que acontece comigo.

by Giulia (:

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

É preciso nossas raízes regar
Os merecidos frutos colher
Não viva sob a influência da ilusão
Pois ela pode machucar
E a felicidade te tirar

A esperança deve sempre existir
Dentro do peito como meta a seguir
E olhe você aí, que dizia não acreditar
Agora veja como foi bom esperar
E que fique de lição aprender a escutar
Pois é aprendendo que conseguimos perceber
Os valores que devemos ter

Não irei te deixar cair
Mesmo você vindo me pedir
Para não se preocupar, pois não vai precisar
Mas sei que minha preocupação é desejar
Que caminhar alegre possa voltar


by: Thi Nery.
amizades tem altos e baixos, principalmente amizades verdadeiras, e isso é normal. o que temos que ver é quando isso já está nos fazendo mal, e quando percebemos isso, aí sim temos que pensar em mudar, porq ficar nessa situação não é bom. as vezes precisamos de um tempo sozinhos, um tempo longe daquelas pessoas que estamos juntos sempre, das pessoas que mais amamos, mas isso não por ter deixado de ama-las, e sim porq precisamos de ar, precisamos respirar um pouco. isso é super normal, acredite. mas quando machuca, não está mais sendo saudável. pensa nisso.

by Giulia :D

domingo, 12 de setembro de 2010

Tudo igual ao que sempre foi.

Em todos os momentos que eu mais preciso dele, ele nunca está. Mesmo quando eu preciso dele como um dos meus melhores amigos, mesmo quando só preciso dele como amigo.
Ele diz estar do meu lado, mas no fundo não está.
Todas as vezes que ele me liga eu atendo, se ele pede pra eu ir em algum lugar eu faço de tudo para ir até ele, mas eu não posso pedir pra ele vir para conversar comigo porque eu sei que ele não virá.
Ele sempre é o mais indiferente quanto a mim, e isso me machuca muito.
Eu insisto em achar que ele mudou, mas isso não é verdade. Depois de dois minutos de ilusão eu vejo que nada mudou, ele continua o mesmo de sempre. E ele está certo de alguma forma já que para ele está bom assim, já que para ele não tem pontos negativos em permanecer assim, ele não tem porque mudar já que ele não pensa nos outros.

by: Giulia (:

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ouvi o interfone tocar, ainda não estava pronta mas fui correndo atender.
-Oi.
-Oi, ele já está aqui embaixo.
-Ok, fala que eu já desço.
-Ok.
-Obrigada.
Desliguei o interfone e fui terminar de me arrumar. Estava com o meu vestido preto florido, coloquei meu sapato amarelo de salto, terminei de me maquiar, peguei minha bolsa, joguei minha carteira e meu celular dentro dela, peguei a chave de casa e saí.
Chamei o elevador, estava no 18º andar. Esperei até que chegasse no 8º (o meu andar). Quando a porta se abriu haviam duas pessoas que eu não conhecia dentro. Os comprimentei e vi que o Térreo já estava aceso.
Quando saí do elevador, ele já estava ali me esperando.
-Oi.
-Oi. -Ele me beijou.
-Tudo bem?
-Aham e você?
-Tudo. Desculpe a demora, estava terminando de me arrumar.
-Tudo bem.
-Onde é a festa?
-Aqui perto.
Fomos para a festa do nosso melhor amigo. Cheguei lá com ele e ninguém acreditou.
-Oi Giu!
-Oie! Tudo bem? Parabens!!!
-Brigado! O que está acontecendo? Vocês estão juntos?!
-Er... sim. -Com vergonha.
-Ai que bom, você deve estar muito feliz né?
-Sim.
-Que bom! Entra, fica a vontade.
-Brigada.
Entrei na festa e fui encontrando todas aquelas pessoas que não via há muito tempo e que estava com muitas saudades.
Ninguém estava acreditando que estávamos juntos. Depois de tanto tempo que eu o amava, depois de tanto tempo que eu o esperei... Todos achavam que isso nunca aconteceria, inclusive eu.
Saí de perto dele para conversar com os meus amigos que estava com tanta saudade.
A noite já estava terminando e a festa também. Todos estavam indo embora.
Senti aquela mão me tocando delicadamente no ombro direito, e então sua voz inconfundivel:
-Amor, vamos?
Conscenti com a cabeça, me despedi do meu amigo e fui com ele. Passamos pelo dono da festa:
-Lindo, obrigada, estava com saudade de você.
-Mas vocês já vão?
-Já, amanhã ele acorda cedo.
Nos despedimos e fomos embora.
Chegamos no meu prédio, ele parou o carro na outra vaga da minha mãe.
Entramos no prédio e ficamos um tempo sentados em um dos banquinhos na frente do salão de jogos e ficamos conversando e observando a lua, até o momento em que o chato do zelador veio falar conosco.
-Vocês não podem ficar aqui.
-Mas não estamos fazendo barulho. Estamos falando baixo.
-Eu sei querida, mas se eu abro excessão para você, todos vão querer.
-Tá, vamos amor.
Fui em direção à minha torre me apoiando nele. Cheguei ao hall da torre e chamei o elevador. Desta vez, estava no 10º andar. Esperamos-o sentados no hall.
Quando a porta se abriu não havia ninguém no elevador. Apertei o 8 e subimos.
Saí do elevador, peguei a chave com um pouco de dificuldade dentro da bolsa e abri a porta.
Entramos, tirei meu sapato e sentamos no sofá. Olhei no relógio e já eram 4h20 da manhã.
-Você não vai conseguir acordar amanhã. -Disse a ele.
-Nem você.
-Eu sei, minha mãe vai me matar.
-É melhor eu ir embora então, para você poder dormir.
-Não! Não vai, fica aí. Você bebeu, não vou deixar você ir até a sua casa essa hora sozinho dirigindo depois de beber.
-Mas eu preciso dormir, e você também.
-Dorme no quarto do meu irmão, ele não está aí.
Ouvimos a porta sendo aberta.
-Sua mãe chegou.
-É.
Ela entrou, olhou para mim.
-Oi mãe.
-Oi. Tudo bem? -Com uma voz de confusa, preocupara e desconfiada.
-Tudo. A gente chegou agora também.
-Ah,... Como foi a festa?
-Boa. E a sua?
-Boa também.
-Que bom... você não foi de carro não?
-Não, a Marta passou aqui para me buscar.
-Ah tá.
-Você viu que ele parou o carro lá atras do seu?
-Não vi.
-Tudo bem?
-Sim.
-Ele vai dormir no quarto do meu irmão, já que ele não vai dormir em casa, tá?
-Tá. Eu estou indo dormir, licença. Boa noite.
-Boa noite. -Falamos ao mesmo tempo.
-Viu? Ela não se importa, ele gosta de vocês.
-Não sei, ela deve ter raiva de mim, com razão depois de tudo que eu te fiz sofrer sempre.
Abaixei a cabeça e uma lágrima escorreu do meu olho. Então ele levantou meu rosto e olhou nos meus olhos que agora estavam borrados.
-Não! Não fica assim. Porque você está chorando?
-Não queria lembrar de tudo que eu sofri. Estamos bem agora, não estamos? E a minha mãe não tem raiva de você.
-Me desculpe, não achei que falar isso te deixaria mal.
-Lógico que me faz mal, sofri muito.
-Eu sei. Me perdoa. Eu só quis mostrar que caso sua mãe tenha raiva, eu entendo os motivos.
-Mas ela não tem. Ela gosta de você, já disse.
-Ok. Se você está dizendo eu acredito.
Ficamos quietos um tempo e ele começou a limpar aqueles borrões no meu rosto.
-Eu te amo.
-Sim. Eu também te amo muito.
Ele me beijou e toda a dor foi embora.
-Vamos dormir?
-Sim.
Ele me cobriu na cama e apagou a luz.
-Boa noite meu amor, até amanhã.
-Boa noite.
Ele me beijou novamente e fechou a porta ao sair do quarto.

Giulia (:

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Tocou a campainha da minha casa. Levantei-me do sofá e fui atender a porta.
Ao abrir a porta vi aquele rosto que eu não via há muito tempo e que eu sentia muita falta. Olhei para ele e vi uma lágrima escorrendo em seu rosto. Dei um abraço nele.
-O que aconteceu? Entra.
Ele entrou ainda chorando e se sentou no sofá enquanto eu fechava a porta.
Sentei-me ao seu lado e fiquei vendo-o chorar e esperando que ele se acalmasse para entender o que havia acontecido.
-Eu não aguento mais isso.
-O que aconteceu? -A angustia tomava conta de mim.
-Eu não posso mais enganá-la.
-Enganar a quem? -Estava confusa e desesperada. O ver chorando daquele jeito me deixava extremamente angustiada.
-Minha namorada. -Essas palavras, como sempre, me machucaram muito. Respirei fundo.
-Porque enganá-la? -Falei segurando as lágrimas que queriam cair.
-Eu não a amo, nunca amei. Comecei a namora-la para não sofrer.
-Como não à ama? Lógico que ama! Está com ela há tanto tempo, você sempre a amou.
-Não! Eu nunca a amei. Eu só não queria sofrer, então comecei a namorar e me acostumei com isso.
Isso tudo estava me perturbando.
-Não queria sofrer? Como assim? Porque sofreria?
-Porque eu tinha brigado com a pessoa que eu amava.
Agora ele falava olhando nos meus olhos e, na intenção de esconder as lágrimas que escorriam dos meus olhos, abaixei a cabeça.
-Olha para mim.
Levantei a cabeça e vi que ele continuava chorando. Não sabia o que dizer. Estava perdida em meus pensamentos e na minha dor.
-O meu orgulho sempre falou mais alto. Não podia perdoar tão fácil, não podia fingir que nada havia acontecido porque isso me machucou demais, e precisava fingir sentir um dos piores sentimentos, mas nada disso é verdade, vivo todo esse tempo em uma mentira.
Abaixei a minha cabeça novamente e ele a levantou e olhou nos meus olhos.
-Porque? Porque você fez isso?
-Orgulho.
-E os meus sentimentos? Você realmente não se importa com eles né? Porra, eu sofri muito no começo, sofri durante todo esse tempo e ainda sofro. Você não podia deixar o orgulho de lado pelo menos uma vez? Enquanto você mantinha o seu orgulho eu me humilhava. No começo, não acreditava na indiferença, mas depois de tanto tempo passei a acreditar. Você tem noção de quanto tempo eu te amei? De quanto tempo eu sofri? E agora, que eu estava melhor você joga tudo isso na minha cara? Você me machuca. Eu não posso acreditar no que está me falando.
-Eu deveria ter pensado em você, nela...
-Deveria, deveria ter pensado antes em tudo que você sentia, no que eu sentia, no que ela sentia e ter pensado antes de tomar essas atitudes que machucaria tanta gente. E o seu orgulho se mantém, como seria agora? Como vai ser? Pensa nela! O que você vai fazer? Como ela vai ficar?
-Você ainda me ama? -Eu chorava muito e não queria ter de responder à esta pergunta.
-O que você acha? -Nesse momento eu desabei. Não tinha mais forças para falar, chorava descontroladamente sem conseguir levantar a cabeça e olhar para ele.
-Então me espera só mais uma semana?
Ele levantou a minha cabeça, olhou nos meus olhos e pediu novamente:
-Me espera só mais uma semana, por favor, eu te amo, eu sempre te amei.
-Não sei. -A vontade de dizer que o esperava quanto tempo fosse preciso era enorme, mas pensava em tudo que havia sofrido e a dor voltava.
-Por favor. Eu te amo demais. -Ele havia voltado a chorar.
Pegou a minha mãe e eu abaixei a cabeça.
-Não aguento mais sofrer, já sofri muito.
-Então vamos ser felizes juntos.
-E o seu orgulho? Vou continuar me humilhando sempre? Você vai me deixar depois de duas semanas e vou sofrer tudo de novo?
-Não! Me desculpe por tudo que te fiz sofrer até agora e eu juro que tentarei melhorar. -Nesse momento levantei a cabeça sem acreditar no que eu havia escutado. Ele havia deixado o orgulho de lado e me pedido desculpas? Levantei a cabeça, respirei fundo e falei o que veio na minha cabeça.
-Você mudou mesmo, né? Um pouco pelo menos.
-Sim. Eu te amo, me espera?
Ele me beijou. Ele não precisou de uma resposta.
O levei até a porta, ele me deu outro beijos.
-Te amo.
Fechei a porta, entrei e ainda não conseguia parar de chorar nem acreditar no que acabará de acontecer.

Giulia (: