terça-feira, 23 de novembro de 2010

Estávamos sentados no hall do prédio dele. Precisavamos ter essa conversa há muito tempo. Ele olhou no meu olho, pegou minhas mãos e começou a falar.
-Se um dia eu disser que não é facil gostar de você eu não acho pode crer, pode crer que não é de você que eu estou falando.
Minha resposta foi parecida.
-Se um ia eu disser que de você não gosto, chance com você eu passo, pode crer, pode crer que não é de você que eu estou falando.
Ele deu uma risadinha e eu continuei.
-Falando coisas estranhas pensando na gente...
Ele me interrompeu.
-Falando que eu to bem, pra pagar de indiferente (Abaixou a cabeça).
-Indiferente é uma das mil palavras que eu não quero estar. (Eu abaixei a cabeça agora).
-De mil palavras uma delas é gostar, eu quero estar ao seu lado pra sempre só se você me deixar.
Levantei a cabeça, olhei para ele e sorri então ele continuou.
-Um dia eu vou tomar coragem pra dizer que você não é só mais uma é dificil entender, já que eu nunca me senti assim. (Ele parou de falar. Isso pedia uma resposta).
-Um dia eu vou tomar coragem pra dizer que eu gosto de você, só de você.
Nós dois falamos juntos:
-Um dia eu vou tomar coragem pra dizer. (Rimos).
Então ele continuou.
-Se um dia disserem que é bem facil eu desistir de você eu não acho, eu gosto de você, eu quero você só pra mim.
Ele ficou quieto e eu continuei.
-Se um dia te disserem tudo que eu acho, em voz alta me diga o que você acha. Gosto de você, eu quero você só pra mim.
E repiti.
-Falo coisas estranhas, penso sempre na gente...
Ele me interrompeu de novo.
-Falo que eu to bem, pra pagar de indiferente.
Eu não gostava quando ele falava de indiferença, então falei.
-Indiferente é uma das mil palavras que eu não quero estar.
Ele continuou.
-Um dia eu tomo coragem não penso pra falar... (Fiquei quieta e ele continuou). O que eu sinto por você é coisa de cinema.
Rimos e ele continuou.
-Não quero ver você aí tão longe de mim, não vai ser fácil viver sem você aqui.
Ficamos quietos.
-Te amo. (Foi só o que eu consegui falar).
-Eu também.
Ele me beijou.
Ficamos ali, no seu prédio, o resto do dia.

Mil Palavras - Twit.

By Giu :D

A noite virou dia.

Estava no shopping andando quando ouvi meu nome. Parei, olhei para trás. Era ele.
Eu: Oi.
Ele: Oi, tudo bem?
Eu: Tudo, e você?
Ele: Tudo. Você falou que precisava conversar comigo. A gente pode conversar agora?
Eu: Pode ser.
Ele: Diga.
Sentamos na starbucks.
Eu: E não me faço de algo que eu não sou para te ver sorrindo. (Ele estava sério). E nossos passos que eram tão mais firmes pra onde foram caminhando? (Ele abaixou a cabeça). Você abusa do meu ser, dói em mim. (Ele continuava de cabeça baixa e por um minuto me arrependi de ter dito essas palavras, achei que havia sido dura demais). Hoje eu sinto, tenho que dizer... (Ele levantou a cabeça e olhou para mim, esperando que eu continuasse)...que eu vou parar o tempo e contemplar você, minutos em silêncio a terra pára. (Ele sorriu). Eu sinto que o seu beijo ainda me faz tremer, a noite virou dia, a terra pára. (O sorriso continuava em seu rosto). E eu quero ver se você vai dançar até o amanhecer quando o sol te encontrar. Prefiro não dizer que você é... (Nós dois começamos a rir e eu repiti). Eu vou parar o tempo e contemplar você.
Ele, ainda olhando para mim, enfim falou.
Ele: Eu te amo. (Nós dois estávamos sorrindo).
Eu: Eu também. (Ele me beijou).

A noite virou dia - Cine.

By Giu :D

A flor.

Tocou a campainha, fui atender.
-Oi?
-Oi, mandaram essas flores pra você.
-Pra mim?
-Sim.
-Tá, brigada. (Fechei a porta e procurei um cartão. Achei, abri e li. Estava escrito "eu te amo", sem nenhum nome).
Só podia ser dele. Eu estava tão apaixonada e fiquei absurdamente feliz com a surpresa. Digitei seu número no meu celular e liguei, mas ele não atendeu. Entrei no meu orkut, não tinha nada. Saí, coloquei as flores em um vaso.
Depois de duas semanas, estávamos namorando.
Mais duas semanas depois, meu celular tocou, vi o nome do outro.
-Alô.
-Oi, tudo bem?
-Sim e você?
-Tudo. Tá feliz?
-Tô... namorando.
-Com quem?
-Você não conhece.
-Ouvi dizer que o teu olhar ao ver a flor não sei porque achou ser de um outro rapaz.
Fiquei quieta.
-Foi capaz de se entregar. Eu fiz de tudo pra ganhar você pra mim, mas mesmo assim...
-Porque está me dizendo tudo isso agora?
-Minha flor serviu pra que você achasse alguém. Um outro alguém que me tomou o seu amor e eu fiz de tudo pra você perceber que era eu.
Talvez minha resposta não precisasse ser muito fria.
-Tua flor me deu alguém pra amar.
-E quanto a mim?
Fiquei quieta, então ele continuou.
-Você assim e eu por final sem meu lugar. E eu tive tudo sem saber que era eu. Eu que nunca amei ninguém pude então, enfim, amar.
-Não sei o que te falar. Eu não sabia do seu sentimento, agora eu estou feliz.
Ele desligou o telefone na minha cara.

A flor - Fresno.

By Giu :D

O Ar.

Abri o meu orkut, tinha um depomento novo dele, respirei fundo e comecei a ler.
"Ah, se você pudesse sentir como é não conseguir dormir sem ouvir a tua voz cansada, você devia estar aqui pra ver. Aqui não pára de chover desde que você voltou pra casa.
Se o meu lar for onde houver a rua respiração vou morar na tua voz, ao menos até o final dessa canção, no teu coração.
Ah, será que você vai lembrar? Onde é que você vai botar o rascunho dessa história?
Ou vai fazer uma fogueira pra queimar e ver que não dá pra fechar a biblioteca da memória.
Você já me conheceu o bastante para saber se eu sou ou não o bastante pra você.
Quando acordar, quando a música acabar...
Eu posso te ouvir e eu sinto como se nós estivéssimos a sós. Você está bem aqui.
E eu sinto que eu posso estar em qualquer lugar, eu sinto que eu sou o ar."
Saí da frente do computador, meu celular estava tocando e eu chorava. Atendi o celular.
-Alô.
-Oi. (Era ele). Você leu o depoimento?
-Sim. (Eu chorava).
-Você não quer falar agora né?
-Eu não consigo.
Desliguei o telefone.

O Ar - Fresno.

By Giu :D

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Onde está?

Tocou a campainha da minha casa. Estava no computador.
-Já vai!
Levantei e fui ver quem era. Era ele. A chava estava na porta. Eu sabia que a gente tinha que conversar, mas sabia também que essa conversa seria dificil.
-Tô procurando a chave, peraí.
Respirei fundo e abri a porta.
-Oi. (Fui seca, estava com medo da conversa que teríamos).
-Oi.
Sentamos no sofá e ele começou.
-Já tentei fazer com que você voltasse. Também já tentei sozinho encontrar a solução pra acabar com essa dor que hoje assola o meu coração.
-Já tentei fazer com que você parasse de brincar com o meu sentimento e me ouvisse então, por um momento pra eu tentar te convencer que nada foi em vão.
-Tenho medo que pra ti eu seja apenas mais um que te quer. Você vai me ouvir no rádio e achar que é uma música qualquer.
Fiquei quieta, então ele continuou.
-Cada verso só pra ti que eu vou cantar, cada palavra que eu expresso visando te agradar não é o bastante pra tu perceber quão grande é o meu amor e a minha dor.
-Já tentei de tudo para você voltar, já tentei ser mais feliz só pra fazer você chorar. Não vejo resultado, só meu coração que vê a dor.
-Não há nada que eu possa fazer pra ter você de volta pra mim. Eu sempre tento ao menos entender o que eu fiz de tão ruim, mas eu não sei.
-Onde está todo amor que eu te dei? Foi pra onde que eu não sei?
-Só tristeza e solidão vão ficar marcadas no coração.
Agora eu havia concordado.
-Nisso eu te dou razão. É impossível viver só sorrindo.
Nós dois ficamos em silêncio e de cabeça baixa. Então ele falou.
-Então é isso? (Pausa). Vamos ficar assim? Não vamos nos dar mais uma chance?
Não respondi. Continuei de cabeça baixa. Ele levantou do sofá.
-Então eu vou embora.
Respondi a sua pergunta.
-Não sei, eu não sei o que é melhor.
-E como a gente vai saber? (Ele se sentou de novo e levantou a minha cabeça).
Fiquei olhando para ele e ele me beijou.
Pronto, o que eu temia aconteceu. O que aconteceria agora?

Onde está? - Fresno.

By Giu :D

Pra sempre

Atendi o celular que estava tocando, era ele.
-Alô.
-Oi, tudo bem?
-Sim e você?
-Tudo. Queria conversar com você.
-Não tenho nada para conversar.
Desliguei o telefone. Então, tocou a campainha.
Abri a porta, era ele.
-Eu já disse que eu não tenho nada para conversar contigo.
-Só me escuta então.
-Entra. (Ele entrou, sentamos no sofá).
Eu estava impaciente.
-Fala logo.
-Eu sei que posso cantar, você vai sempre me ouvir.
Eu ri.
-Sei que posso muito errar, você não vai desistir daquilo que a gente teve de bom juntos. Daqueles nossos romances, daqueles nossos assuntos.
Aquilo estava me desfazendo. Ele sabia que aquilo tudo era verdade. Abaixei a cabeça.
-Eu vou contar pra todo mundo do nosso romance e todo mundo vai querer ter mais uma chance com quem já amou ou vai amar. E todo mundo vai querer ser sempre igual a gente, e vai querer tentar de novo a história do pra sempre e não vai tentar fazer sempre diferente, só vai querer a história do pra sempre.
Fodeu! Ele havia dito o que eu sempre quis ouvir. Sempre havia pedido para assumirmos tudo e ele nunca quis, agora ele resolveu assumir. Ele estava jogando muito baixo, continuei quieta.
-Eu não preciso te procurar, sei pra onde você vai. Mas se antes me achar, me chame logo pra sair. E lembra daqueles nossos tempos juntos? Daqueles nossos romances? Daqueles nossos assuntos?
Eu olhei pra ele.
-Acabou?
-Sim.
-Ok.
-Você não tem nada a dizer?
-Sim, você joga muito baixo, mas não funcionou. Agora, eu vou me arrumar que estou de saída, com licença. (O acompanhei até a porta, ele saiu, a fechei. Uma lágrima escorreu em meu rosto e fui pro meu quarto dormir).

História do pra sempre - Lui Gengo.

By Giu :D

Chamada Perdida.

Estava tomando banho, quando saí, peguei meu celular e tinha uma chamada perdida dele. Respirei fundo e retornei a ligação. No primeiro toque ele atendeu.
-Oi.
-Oi, você me ligou?
-Aham...
-Fala.
-Só liguei pra perguntar, ainda acredita nos filmes? Eu desliguei sem demonstrar comoção, ciumes.
-Ah...
-Sei que esse cara te levou pela mesma porta que entrou.
-Que?
-Mas não vai...Não vai dizer que a terra parou, você se perdeu por ego e valor.
Eu dei risada.
-Se juntar tudo que ele comprou, não te paga nem um sorriso. Quer mais pra si do que pra mim, eu sei.
-Baby acho que eu não sou sweet darling. Baby eu não me encaixo sempre mais vejo que não. Lembra? Baby eu nunca estive aqui.
Uma pausa, alguns minutos sem ninguém falar nada, então ele continuou.
-Mais de mil corações vão tentar conquistar aquele que eu tive em mãos. Acreditei mais em mim do que em você. Hoje aprendi e vejo sou feliz. Sem me arrepender.
-Hm. (Foi só o que eu respondi).
-Nem que eu passe por cima de todos que te dizem ser seus amigos, seus amigos não sei. Saiba quem corre por ti.
-Ok, obrigada. Tenho que desligar, flw.
Desliguei o telefone, deitei na cama e dormi.

Chamada Perdida - Cine.

By Giu :D

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Liguei para ele. Ele demorou pra atender, mas atendeu.
-Alô.
-Oi.
-Tudo bem?
-Tudo e você?
-Tudo.
-Eu estava te devendo uma resposta.
-Fale.
-Eu escrevi, vou ler pra você.
-Tá.
Respirei fundo e comecei a ler.
-Cinco horas eu com coração na mão, já são sete não larguei o violão, quatro notas e eu fiz essa canção. (Uma pausa). Eu queria te falar tudo que eu penso, você pode me assistir enquanto eu tento e me perco no meio dessa minha confusão. (Estava segurando para não chorar e eu pude perceber que ele chorava do outro lado do telefone). Eu já tentei dizer, tentei te convencer, que ao seu lado é onde eu devo ficar é só você deixar.
Nós dois ficamos quietos por um tempo. Respirei fundo e coninuei.
-Uma hora com você no telefone. (Nós dois demos risada), sete dias e agora você some, quatro notas só pra eu me distrair. Você me enxe mas eu nunca falo nada, como eu queria ser a sua namorada, mas pensando bem é melhor deixar assim. Já que eu tentei dizer, tentei te convencer, que ao seu lado é onde eu devo ficar é só você deixar. (Houve uma pausa, então eu continuei). E se você chegar, pedindo pra voltar já vai ser tarde demais. Quando você chegar, e pedir pra voltar, eu não volto atrás.
-Porque?
-Porque eu tentei dizer, tentei te convencer, que ao seu lado é onde eu devo ficar, é só você deixar.
Fiquei quieta e comecei a chorar.
-Mas agora é tarde. (Pausa) Tenho que desligar.
Desliguei o telefone e continuei chorando.

Quatro notas - Manu Gavassi.

By Giu :D
Tocou o meu telefone, vi o nome dele junto a sua foto, relutei para atender, no fim, atendi.
-Alô.
-Oi, tudo bem?
Ouvi a angustia e o nervosismo em sua voz.
-Tudo. E com você?
-Aham...
-Fala. (No fundo, tinha medo do que iria ouvir).
-Se você não quiser responder, não precisa, mas eu acho que você vai acabar falando.
Fiquei quieta, então ele continuou.
-Eu admiro o que me faz voltar a ver a vida como eu sempre quis.
Continuei em silêncio, até agora não tinha o que falar, e ele continuou.
-Minhas verdades ninguém via mudar, nem apagar o que foi feito aqui.
Agora eu precisava responder.
-Hoje eu sou o que restou da dor... da minha dor.
-Não posso me esconder, mas que a verdade seja dita agora.
Ele ficou em silêncio. Percebi que isso pedia uma resposta.
-Eu mudei por você, mas não quis sofrer por ser tão real pra mim. Vou, aprendo a vivere num segundo perder o medo de ser quem eu sou. (Uma pausa). Ser quem eu sou.
Ele permaneceu em silêncio, os papeis haviam se invertido. Então eu continuei.
-Que a vida me leve a final, não tenho mais medo de errar e aprender com os meus passos escuros. (Mais uma pausa). Com os meus passos escuros.
Fiquei em silêncio, esperando agora uma resposta dele. Ele demorou para responder e o que ele conseguiu responder foi:
-Desculpa.
Ouvi a voz de choro dele e comecei a chorar, sem deixar que ele percebesse. Fiquei quieta por um tempo para que ele não percebesse o que estava acontecendo.
-Já foi, eu já estou bem, não peça desculpas agora.
-Isso quer dizer que você não me desculpa? (Ele chorava muito).
-Não é isso. Eu te desculpo, mas isso vai mudar alguma coisa?
-Eu queria que mudasse.
Estava quase chorando de novo. Mas consegui me controlar.
-já faz tempo. (Foi só o que eu consegui falar).
-Eu sei, mas eu ainda te amo.
Fiquei em silêncio, estava chorando de novo. Respirei fundo e continuei.
-Não tenho o que falar.
Nós dois ficamos quietos. Até que ele resolveu falar de novo.
-Por favor? Diz que me desculpa.
-Eu já falei que desculpo. Sério, não torne as coisas mais dificeis do que já são.
-Eu quero concertar as coisas, não piorar, acredita em mim.
-Eu acredito em você. Mas acho que o jeito que você quer concertar as coisas só vai piorar. O que você quer? Voltar? Para daqui a algum tempo terminarmos de novo e os dois sofrerem?
-Não. Isso não vai acontecer. Eu juro.
-Não faz isso. Do jeito que está tá bom.
-Tá bom? (Ele chorava muito e, aquilo estava me deixando angustiada).
-Não. Bom não, mas a gente vai superar isso. Se a gente voltar e terminar de novo, vamos voltar a estaca zero. E vai ser bem mais dificil.
Ele não conseguia falar, estava chorando muito e aquilo estava me machucando. Depois de um tempo ele conseguiu falar.
-Eu... tenho que desligar porque vou sair, depois a gente se fala.
-Ok. (Falei aliviada, aquela conversa estava dificil).
Ficou em silêncio de novo. Então, acrescentei.
-Só se lembre sempre, que a minha amizade você sempre vai ter. E, espero, que tenha a sua também.
-Beijo.
Ele desligou, e eu comecei a chorar.

Passos escuros - Hevo84.

By Giu :D

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Ele me ligou, eu atendi.
-Oi.
-Oi, tudo bem?
-Aham e você?
-Tudo... preciso falar com você.
-Fale.
-Quero acordar, sem temer sair nas ruas, conhecer lugares, pessoas, você. Será que o mundo endoidou? Ou só eu que ainda não me atualizei, desconectei.
Fiquei sem entender, quieta no telefone, então ele continuou.
-Será que assisti TV demais? Não se fala de amor nos jornais, se o mundo pudesse ver com o próprio coração. Somos todos irmãos. É o amor.
Comecei a chorar, ele percebeu. Permanecemos em silêncio por alguns minutos e depois ele voltou a falar.
-Músicas de amor que eu ouvia sumiram do rádio e eu busquei um tempo pra escrever algo pra ti e acho que eu encontrei a música de amor que eu queria cantar pra você e mais ninguém. Sempre que eu quiser você aqui é só voltar e dar o play.
-Eu não tenho o que te falar.
-Praças vazias querem casais, os cinemas vazios querem muito mais. Nossos carros são blindados prova de recados. Ninguém mais quer conversar.
-Eu sempre quis conversar, mas chega uma hora que não aguento mais correr atrás. É dificil me humilhar o tempo todo. E, por favor, não me fale essas coisas.
-Carros não, fama não, inveja nao. O amor sim. Amor pra mim, e pra você.
-Eu juro que não tenho o que falar. Eu já cansei de tentar conversar com você, porque a gente nunca consegue.
-Mas eu te amo, demais. E eu estou disposto a conversar agora, com calma.
-Sem brigas?
-Sim.
-Então vem pra cá.
-Ok. Tô indo, me espera aí por favor!
-Ok.
Desliguei o telefone, levantei do sofá e fui me arrumar.

Play - Cine.

By Giu :D
Abri o meu e-mail, tinha uma nova mensagem dele na caixa de entrada. Cliquei no e-mail e comecei a ler.
"Faz tanto tempo eu te perdi tantos erros e loucuras em vão, você foi embora eu fiquei aqui frente a frente com a solidão. Eu olho em minha volta, quase tudo faz lembrar você. A música no rádio, as cenas da TV. Me dê mais uma chance, nunca é tarde pra recomeçar. Minha trilha sonora tá pedindo pra você voltar. Diz que vem agora, diz que dá uma chance pra nós dois. Traz você de volta, deixa o passado pra depois. Vem me dar prazer, nosso filme vai ser, um romance eu e você. Nessa nossa história eu não imaginava te perder, na minha memória só rolavam cenas de prazer. Agora estou tão triste implorando pra você voltar, eu prometo nunca mais te machucar"
Respirei fundo, cliquei em responder e comecei a escrever.
"Eu não quero mais ficar nesse vai e vem, vem e vai e vem,fique aqui, e se você não sabe o que fazer, feche os olhos deixa eu guiar você. Ja me disseram que o seu mundo não é mais tudo aquilo que planejou. Não venha me culpar dizer não dá mais, desculpa te dizer,mas foi você que errou. Agora tudo que eu falo te faz pensar, mas tudo o que eu fiz foi te amar, agora preste atenção. Eu não quero mais ficar nesse vai e vem, vem e vai e vem, fique aqui, e se você não sabe o que fazer, feche os olhos deixa eu guiar você. Eu ja te disse não vou repitir, tudo o que eu quis, foi te fazer sorrir. Eu já não tenho mais o que escrever, como eu ja te falei, deixa eu guiar você."

Vem e vai - Twit.

By Giu :D
Cheguei na casa dele, ele queria conversar comigo.
-Oi, entra. Tudo bem?
-Oi, aham.
Entrei, fomos para o seu quarto, sentamos na cama dele e ele começou a falar.
-Quando você acha que tem todas as respostas vem o mundo e muda todas as perguntas pra te confundir, pra te iludir.
Minha resposta deixou a conversa mais confusa do que já estava.
-Quando alguém te passa a segurança e te escuta. E não deixa sair de dentro o sentimento verdadeiro que só nasce com um amor de verdade.
E ele continuou.
-E se não for igual já não é mais normal gostar de uma pessoa que gosta de você também. Você vai se dar mal, vai viver muito mal, se a partir de agora você ficar sem.
-Não! Não venha me dizer que eu não gosto de você, odeio voc6e me tratando assim. Não venha me dizer que eu não me importo com você, isso pode mesmo levar num fim.
Ele abaixou a cabeça, ficamos um tempo em silêncio e ele voltou a falar.
-E quando você acha que sabe de tudo em sua vida, vem uma pessoa e coloca mais perguntas.
-Como eu vou viver? Vou viver sem você?
Estava segurando o choro. Então ele continuou.
-E quando alguém te passa a segurança e te escuta, e dá respostas pra todas as perguntas que a vida te deu.
Fiquei quieta, ele havia dito quase a mesma coisa que eu. Então, ele continuou.
-E se não for igual já não é mais normal gostar de uma pessoa que gosta de você também. Vai ser especial, muito especial e você não vai mais querer ficar sem.
-Não venha me dizer que eu não gosto de você, odeio você me tratando assim. Não venha me dizer que eu não me importo com você, isso pode mesmo levar num fim.
Houve uma pausa, e então ele voltou a falar.
-E não vai mudar só se você não quiser.
-Eu quero.
Ele sorriu e me beijou.

E se não for igual já não é mais normal - Lui Gengo.

By Giu :D

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Ele chegou em casa, entrou, sentou no sofá na minha frente e começou.
-Você insiste em não acreditar em nada do que eu tenho pra dizer. Acho que eu fiz por merecer, ou talvez seja mais facil assim.
Dei uma risadinha sarcástica e abaixei a cabeça.
-Aí debocha dos meus versos e depois quer me ligar. Quase implora pra eu ficar, olha no olho e diz que sim.
Comecei a chorar, não conseguia responder.
-Então volta pra mim. Vem, que eu já não aguento mais te esperar. Vem, a nossa história não vai acabar. Em todas as minhas canções é só você que está presente sim.
-Eu não te entendo. [eu chorava muito].
-E então vem, que hoje é nosso dia de mudar. Vem, chegou a hora de recomeçar. A cada verso que eu escrevo só aumenta esse amor em mim.
-Porque você faz isso comigo?
-Me fala da distância e de tudo que eu não fiz, tenta mostrar que está feliz. Que a vida é melhor sem mim.
-Você sabe o quanto eu sofri quando você terminou comigo? E agora que eu não quero mais, você faz isso?
-Mais tarde fala que se arrependeu e quer voltar. Me diz como é que eu vou negar? Se gosto de ti tanto assim?
-Porque eu sempre quis voltar, e você nunca quis, mas agora, você quer voltar, eu não sei mais o que eu quero.
-Eu sei que é em você que eu vou encontrar diferente de tudo, minha forma de amar. Depois de tanto tempo sem pra onde ir, eu já não quero mais fugir.
Fiquei sem resposta, ainda chorava. Então, ele levantou minha cabeça.
-Eu te amo demais, volta pra mim?
Eu não consegui responder, ele me beijou.

Esse amor em mim - Restart.

By Giu :D
Tocou a campainha de casa, fui atender, era ele.
-Entra.
-Tudo bem?
-Aham, e você?
-Sim.
-Fale.
Sentamos no sofá.
-Me diz só diz que você tá na minha.
Continuei olhando para ele confusa.
-E a cada dia eu fico um pouco mais feliz.
Abaixei a cabeça.
-Um dia eu fiz poema e poesia pra te dizer e disse tudo que eu sempre quis.
-Eu sei.
-Tá por um triz, chega e anima o dia. O engraçado é saber que da pra ser mais feliz.
Dei um sorriso torto.
-O jeito é rir, é rir com alegria só de pensar em passar com você os meus dias.
Uma lágrima escorreu do meu olho.
-Vamos sorrir. [ele levantou a minha cabeça e continuou]. Vamos sorrir agora e deois. Vamos sorrir que a vida tá sorrindo pra nós dois.
Eu estava sorrindo, e ele também.
-Pula, grita, canta. Me acompanha nessa dança. Quero te ver sorrir.
-Eu também.
-Como uma alegria louca que você nunca se cansa.
Comecei a rir.
-Não para de sorrir. [riu junto comigo]. Não para de sorrir.
Nós dois estávamos rindo. Ele olhou no meu olho e ficou sério por um instante.
-Era só isso que eu precisava, ver um sorriso seu.
Fiquei sem graça mas retribui com o sorriso que ele queria.
-Eu te amo.
-Eu também.
Ele me beijou.

Alegria - Twit.

By Giu :D
Eu estava deitada em meu quarto quando meu celular começu a tocar. Era ele, então atendi.
-Oi.
-Oi, tudo bem?
-Aham, você?
-Bem. Pode falar?
-Fala. [queria falar o menos possível].
-Podia esperar ver você chorar pra eu me desculpar.
Fiquei em silêncio, esperando que ele continuasse.
-Podia esperar o tempo ruim passar pra eu me desculpar.
-Seria pior.
-Só espera um minuto que eu vou te ver. Logo eu vou te ver, só se quiser me ver.
-Não sei se eu quero.
-Por você eu paro tudo e vivo com você. [houve uma pausa e ele repitiu]. Paro tudo e vivo sempre com você.
-Eu sempre parei tudo por você.
-Mas acho que não tem mais um porque de viver, a não ser que seja pra viver com você.
-Eu sempre achei isso também.
-Não vai voltar a não ser que eu aprenda a me desculpar.
-Não mesmo.
-Não vai voltar a não ser que o tempo volte para lá, naquele tempo em que a gente se dava bem.
-Eu queria que voltasse.
-E então?
-Não sei. Eu tenho que desligar.
Desliguei o telefone e comecei a chorar.

Não vai voltar - Lui Gengo.

By Giu :D

domingo, 14 de novembro de 2010

O telefone estava tocando, eu o atendi. Do outro lado, ele começou a falar.
-Meus pés não tocam mais o chão, meus olhos não veem a minha direção.
-Que? Do que você está falando?
Não estava entendendo onde ele queria chegar, então ele continuou.
-Da minha boca saem coisas sem sentido.
-Er... sim... mas, do que você está falando?
-Você era o meu farol e hoje estou perdido.
-Eu também fiquei perdida,... foi você quem quis terminar, lembra?
-O sofrimento vem a noite sem pudor. Somente o sono ameniza minha dor.
-Eu sei bem como é isso.
-Mas e depois? E quando o dia clarear?
-É mais dificil, mas um dia você supera.
-Quero viver do teu sorriso a teu olhar.
Fiquei quieta, não tinha o que falar.
-Eu corro pro mar pra não lembrar você e o vento me traz o que eu quero esquecer, entre os soluços do meu choro eu tento te explicar, nos teus braços é o meu lugar.
Agpra nós dois estávamos chorando.
-Contemplar as estrelas, minha solidão aperta forte o peito é mais que uma emoção.
-Eu não sei o que te falar, eu também sofri, muito, mas se isso te deixa mais tranquilo, pode demorar, mas passa.
-Esqueci do meu orgulho pra você voltar.
-Mas agora não adianta mais, eu não quero mais sofrer.
-Permaneço sem amor, sem luz, sem ar.
-Não quero sofrer tudo de novo.
-Perdi o jogo e tive que te ver partir, em minha alma achei motivo pra existir.
-Que bom, eu fico feliz por você. Eu não quero te ver mal.
-Já não suporto esse vazio quero me entregar. Ter você pra nunca mais nos separar.
-Não dá mais.
-Vai ser o encaixe perfeito do meu coração.
-Já vimos que não é assim.
-O teu sorriso é chama da minha paixão.
Fiquei quieta e ele continuou.
-Mas é fria a madrugada sem você aqui. Só com você no pensamento.
-A minha também é, eu sinto sua falta, mas a gente viu que não dá certo.
-Porque não nos damos mais uma chance?
-Não sei, alguém vai se machucar de novo no final.
-Juro que não. Não vou cometer o mesmo erro duas vezes.
-Mas podemos cometer outros.
-Eu juro que não.
Ele chorava, e eu também.
-Não sei... vou pensar.. a gente se fala, beijos.
Desliguei o telefone e continuei chorando.

Sem ar - D'black

By Giulia :D

domingo, 7 de novembro de 2010

Eu estava olhando as fotos dele no orkut quando meu celular tocou. Estava tão destraida que levei um susto. Quando olhei para o celular vi o nome dele junto a sua foto, o que indicava que era ele ligando. Não sabia se atendia ou não, fiquei um tempo pensando, no fim, atendi.
-Alô.
-Oi Giu, tudo bem?
-Aham, e você?
-Tudo. Porque demorou para atender?
-O celular estava longe.
Eu não sabia muito bem o porque, mas até eu estava me achando estranha. Era pra tê-lo atendido rapidamente, mas estava com medo do que ele poderia falar.
-Hm... entendi. Você está em casa?
-Aham.
-Vai sair?
-Hm... acho que não.
-Hm... estou com a minha mãe no Bourbons, podemos passar aí?
-Aham.
-A gente precisa conversar, você está estranha.
-Hm... talvez precisemos mesmo.
-É... então vou praí com a minha mãe.
-Tá.
-Beijos.
Desliguei o telefone, fechei o orkut e fui falar com minha mãe.
-Mãe, ele está vindo pra ca com a mãe dele. Você fica conversando com ela aqui em casa que eu vou descer pra conversar com ele, ok?
-Tá, vou me arrumar... vai você também.
Saí do quarto dela, fechei a porta. Entrei no meu quarto, tirei o pijama que havia acabado de colocar após o banho e coloquei um vestido.
Estava com o cabelo molhado e preso de qualquer jeito e não pretendia mudá-lo.
Abri a porta do quarto da minha mãe novamente.
-Eles estavam terminando de comprar umas coisas no Bourbon, já devem estar chegando.
-Tá. Liga lá na portaria, libera para ela colocar o carro na garagem e vai arrumar o cabelo.
Fiz metade do que ela havia mandado. Liguei na portaria e liberei para que parasse o carro, mas o cabelo, deixei como estava. Fiquei sentada em minha cama enquanto minha mãe arrumava a sala. Então a campainha tocou.
Minha mãe abriu a porta.
-Oi, entra. Tudo bem com vocês?
Os dois responderam ao mesmo tempo.
-Tudo, e você?
-Tudo.
-Cadê a Giulia?
Antes que minha mãe pudesse responder, eu apareci na sala.
-Tô aqui.
Ele sorriu.
Fui cumprimentar a mãe dele, dei um meio sorriso e olhei pra ele.
-Vamos descer?
-Aham.
-Licença gente.
Abri a porta de casa e, enquanto ele a fechava, chamei o elevador.
No elevador nenhum dos dois pronunciaram uma só palavra. Saimos do elevador e fomos para o parquinho. Sentamos e então ele começou.
-Mesmo de longe eu queria te fazer sentir tudo o que eu sinto por você.
Eu fiquei sem resposta. Não estava entendendo o que ele queria então, vendo minha expressão confusa, ele continuou.
-As vezes queria poder te ter, as vezes me sinto invisivel pra você.
Dei uma risadinha e levantei a cabeça.
-Você não pode estar falando sério, não faz o menor sentido você me dizer isso, você nunca foi nem vai ser invisivel pra mim.
-E eu vou voar pra algum lugar com você.
Dei um sorriso torto.
-Pra te encontrar, te dizer...
Fiquei esperando que ele continuasse. Ele respirou fundo.
-Te ter aqui faz parte do meu jogo, me faz feliz poder te ver de novo, vou te mostrar que falta muito pouco pra eu olhar no teu olho e dizer...
Levantei a cabeça novamente e, com dificuldade, o encarei. Ele abriu seu sorriso lindo e continuou.
-Amo você.
Sem saber o que dizer, eu apenas sorri.
-Todo o meu mundo gira em torno de achar maneiras para te fazer sorrir.
Mesmo sem saber direito o que dizer.
-você sempre consegue.
-Mesmo a distância e o medo de te perder.
-Não precisa ter medo, você nunca vai me perder. Eu já te disse que vou estar sempre aqui com você.
-Nada vai me fazer te esquecer.
-Eu também nunca vou te esquecer.
Nesse momento eu estava emocionada. Escorreu uma lágrima e abaixei a cabeça.
-Se o mundo um dia te virar as costas, lembra que eu sou feliz só por você existir, só por estar aqui.
-E é só isso, só você que me importa.
-E se um dia me ver longe demais, pensa em tudo que eu sou capaz pra te ver sorrir.
O sorriso torto delejá havia feito com que eu sorrisse também. Eu não estava acreditando que ele estava ali, com aquelesorriso, que me fazia tão bem, por minha causa. A única coisa que eu consegui dizer foi:
-Eu...
O sorriso dele desapareceu e ele ficou esperando que eu continuasse.
-Te amo.
O sorriso voltou e ele a beijou.
Ficamos alguns minutos abraçados quando ele disse:
-Vamos subir?
Conscenti com a cabeça, ele pegou minha mão. Passamos por alguns amigos meus antes de chegar no Hall da minha torre, mas não paramos para falar com eles.
Esperamos o elevador sem falar nada, subimos e quando entramos em casa, nossas mães estavam rindo e tomando cerveja, e as duas nos olharam. Demos uma risadinha.
A mãe dele foi para o seu lado e cochichou algo que eu não pude entender. Fiquei parada perto da minha mãe. Então ele respirou fundo e, olhando pra minha mãe, começou.
-Simone...
-Oi.
Minha mãe estava sorrindo, o que para mim, era no minimo estranho. A mãe dele também sorria, enquanto ele estava nervoso e eu confusa.
Ele colocou a mão esquerda no bolso e com a direita pegou minha mão.
-Eu queria saber...
Antes que ele pudesse terminar, minha mãe já havia respondido.
-Claro!
-Que? Mãe? Claro o que? Do que vocês estão falando? Espera ele terminar de falar! Por quê só eu não sei do que se trata?
Eu olhei para ele confusa, e ele continuou.
-Se você deixa eu namorar com a Giu.
Ainda sorrindo, minha mãe respondeu.
-Mantenho a minha resposta anterior, desde que ela queira isso também.
Os três olharam para mim e então ele tirou a aliança do bolso.
-E então Giu?
Meus olhos estavam cheios de lagrimas, então todos se assustaram com a sua reação.
-Vocês estão brincando comigo né?
Os três continuaram confusos e preocupados. Então, eu os acalmei.
-É claro que eu quero.
E olhando para ele.
-Eu te amo.
O sorriso dele naquele momento, fez com que eu me perdesse.
Ele colocou a aliança no meu dedo, e colocou uma igual no seu.
-Eu te amo Giu.
-Eu também, demais.
Nós dois continuamos nos olhando, e ele me beijou.

Pra você lembrar - Restart

By Giu :D

domingo, 31 de outubro de 2010

tipo de frenesi

Cheguei na festa sozinha, entrei e comecei a procurar algum rosto conhecido. Já tinha procurado na festa quase inteira, quando senti uma mão tocando delicadamente a minha mão esquerda. Olhei para nossas mãos e enquanto subia o olhar vi o braço cheio de tatuagens que já conhecia.
-Oi Giu.
-Oi.
Eu estava sem reação, sem saber o que dizer ou fazer. E ele continuou.
-Você está linda.
Agora minhas bochechas já estavam roxas, eu estava morrendo de vergonha.
-Obrigada. Você também está lindo.
Nesse momento desviei o olhar tentando achar algum rosto conhecido novamente. Com a tentativa frustrada voltei a olhar para ele que continuava com aquele sorriso lindo que eu havia visto poucas vezes mas que, logicamente, me fazia muito bem.
Olhei novamente para nossas mãos, agora tentando solta-las delicadamente, voltando a encará-lo com um meio sorriso.
-Você veio sozinha né?
-Ia encontrar uma amiga, e você?
-Também.
Não conseguia parar de olhar envergonhada para aquele sorriso que me fazia sorrir também. As vezes tentava disfarçar, olhar para outros lugares até que vi o balcão que servia bebida. Revezava o olhar entre ele e o balcão e ele, então entendeu o que eu queria.
-Vamos beber alguma coisa?
-Aham.
Saímos andando em direção ao balcão. Sem me perguntar, ele pediu.
-Duas doses de vodka por favor.
Olhou para mim e voltou a sorrir. Dei um sorriso torto, abaixei a cabeça e dei uma risadinha.
Viramos a primeira dose de vodka e ele continuou ali, olhando para mim.
-Porque você não está com a sua amiga?
-Não a achei, ela não deve ter chegado ainda, e não atende o celular. E você?
-Vi no twitter que você viria.
Agora sim eu estava constrangida e sem saber o que falar. Fiquei olhando nos olhos dele e o sorriso se mantia em seu rosto.
Não consegui esconder a minha felicidade. Havia esperado muito tempo por isso.
Ele pediu outra dose de vodka, nós bebemos e então, olhando nos meus olhos ainda com o seu sorriso que me hipnotizava ele falou.
-Giu, eu te amo.
E me beijou. Naquele momento eu não estava acreditando no que estava acontecendo, nem entendendo o que eu estava sentindo. Na verdade, nem sei se tem um sentimento especifico para o que eu senti. Eu esperei tanto tempo por aquele beijo e aquelas três palavras direcionadas a mim, que eu nem sabia o que estava sentindo, talvez tenha achado que foi um sonho, mas quando paramos de nos beijar, o sorriso continuava naquele rosto perfeito.
Enquanto ele mantia o sorriso, uma lágrima escorria do meu olho direito, eu abaixei a cabeça.
Ele a levantou olhou nos meus olhos agora sem o sorriso e com um olhar preocupado que também tinha visto pouquíssimas vezes naquele rosto. Enxugou a lagrima que havia escorrido em meu rosto.
-O que foi? Você ta bem? Você não queria isso? Você não gostou? Eu te decepcionei de novo?
As palavras entravam na minha cabeça e eu não conseguia achar uma resposta para nenhuma das perguntas que ele estava me fazendo. Eu tentava responder aquelas perguntas em minha cabeça e não conseguia. Então, eu vi seus olhos cheios de lágrimas, ele abaixou a cabeça e aquilo me deu uma angustia absurda.
-Não! Não! Não! Eu gostei, você não me decepcionou, acho que era o que eu queria, desculpa, eu te amo.
Enxuguei as lágrimas no rosto dele.
-Então por quê? Porque está chorando? Porque não está com o mesmo sorriso que eu estava?
-Eu não sei.
-Você não disse que me ama?
-Sim! Eu te amo demais.
-Então por quê?
O barulho da festa estava me incomodando, e a ele também. Então ele disse:
-Vamos embora? Vamos para um lugar mais tranqüilo?
Conscenti com a cabeça.
Ele pegou minha mão, a minha comanda, pagou o que havíamos bebido e chamou um taxi.
-Vamos para uma pizzaria na vila madalena.
No caminho, nenhum dos dois pronunciaram uma só palavra, mas a mão dele ainda segurava a minha e eu podia perceber seu olhar preocupado e confuso.
Chegamos na pizzaria, ele pagou o taxi, descemos e sentamos em uma mesa.
-O que aconteceu meu amor? Eu fiz alguma coisa errada?
Eu não estava acreditando que ele havia dito “meu amor”. O que estava acontecendo?
-Eu estou com medo.
-Medo? Medo do que Giu?
-Medo de chegar em casa com um sorriso no rosto, acordar amanhã e perceber que não é nada disso, que você não me ama, que você fez isso porque estava bêbado ou seilá.
Disse isso mesmo sabendo que ele não estava bêbado, nem ele nem eu. Nenhum dos dois estávamos bêbados.
-Eu não faria isso com você. Eu posso agir errado as vezes, mas eu nunca brincaria com os seus sentimentos assim. Eu já te amei antes, porque não poderia voltar a te amar?
-Eu não sei.
Eu não sabia bem o porque, mas eu estava acreditando naquelas palavras por mais que achasse que não deveria acreditar, mas meu coração dizia que ele estava sendo sincero.
Ele pegou a minha mão que estava em cima da mesa e com a outra chamou o garçom.
-Dois cardápios por favor.
Pronto, ele já havia colocado aquele sorriso lindo no rosto perfeito de novo, e mais do que isso, havia conseguido me fazer sorrir também.
-Pizza do que?
-Você escolhe.
Chamou o garçom novamente.
-Quero uma pizza de quatro queijos.
-E para beber.
-Duas cocas com gelo e limão.
-Ok.
Ele olhou para mim novamente.
-Fico feliz em ver que eu te fiz sorrir depois de ter te feito chorar.
-Você me fez sorrir muitas vezes já. Feliz estou eu em perceber que uma vez pelo menos, eu te fiz sorrir.
-Você não sabe porque eu não falo, mas você me fez sorrir varias vezes já.
Essas palavras me fizeram sorrir mais e, é claro ficar com vergonha.
Abaixei a cabeça novamente. Ele a levantou.
-Ei, não esconde o seu sorriso, não esconde o que me faz feliz.
A pizza chegou.
Comemos, sem conversar, simplesmente trocando olhares e sorrisos.
Quando acabamos de comer, ele pediu a conta, pagou e chamou um taxi.
Fomos para minha casa. Ficamos lá juntos assistindo tv e conversando.
Eu continuava sem entender o que tinha acontecido. Eu estava completamente feliz, sem saber o que dizer, querendo que aquela noite não acabasse nunca.
Quando minha mãe abriu a porta de casa, ele se levantou.
-Agora você não estará mais sozinha, vou embora, boa noite.
E me beijou.
-Mesmo?
Eu não queria que ele fosse embora, mas também não ia forçar nada. Mesmo porque já teria que explicar para minha mãe o que estava acontecendo.
-Mesmo. Amanhã a gente se vê.
Deu o seu sorriso lindo de novo que eu não pude resistir. Ele me beijou de novo. O acompanhei até a porta.
-Tchau meu amor.
-Tchau, eu te amo.
Esperei a porta do elevador se fechar, e fechei a porta. Tirei meu sapato de salto e fui em direção ao meu quarto.
Deitei na cama, peguei meu celular e mandei uma mensagem para ele:
“Foi o melhor dia da minha vida, obrigada por me fazer tão feliz, eu te amo demais e estou aqui sempre. Valeu muito a pena te esperar todo esse tempo. Beijos, te amo.”
Depois de alguns minutos, meu celular tocou, me avisando que tinha uma nova mensagem:
“Eu também estou muito feliz. Que bom que te fiz feliz pelo menos uma vez. Eu te amo muito e amanhã a gente se vê. Já estou com saudades. Beijos, boa noite.”
Deixei meu celular do meu lado na cama, e fui dormir

by Giulia :D

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Em paz.

Toca a campainha. Ela, já esperando, vai atender.
A: Entra.
B: Tudo bem?
A: Tudo, e você?
B: Tudo. O que você queria falar comigo?
A: Eu já tentei parar de mentir pra pensar.
Ele estava confuso, sem entender do que ela estava falando. Continuou olhando para ela.
A: O que eu falei foi certo para não errar, mas te ensinei tudo que vi e que já sei.
B: Eu sei disso, e nunca disse o contrário, sou muito grato por isso.
A: Parar e olhar, envolta você observar que tudo que eu te dei, são apenas lembranças e eu já sei você não é mais criança.
B: Essas lembranças vão ficar pra sempre.
A: Vai encontrar, um dia você chegará em outro lugar, só lá você vai encontrar, no horizonte, lá você vai descansar, vai ver um monte de pessoas a te abraçar.
Agora ela via os olhos dele cheios de lágrimas e enquanto observava, viu uma lágrima escorrer de seu olho, então ele abaixou a cabeça.
B: E só daí então, eu vejo o quanto não estou errada sobre a minha opinião.
A: Eu nunca disse que você estava errada.
B: E só daí então, eu vejo o quanto meu amor por você já aumentou.
Ele não soube o que responder, abaixou a cabeça e continuou chorando.
A: Eu estou me desgastando em paz, não posso tentar nem voltar atrás.
B: Porque?
A: Jamais vou me esquecer de ti, sem admitir, que eu te amo demais.
B: Eu também te amo, não tem porque a gente se afastar, eu tô aqui, eu te amo e quero ficar com você.
Eles dois estavam chorando agora. Ele a beijou.
A: Se você ainda me ama, porque a gente terminou? Porque você fez tudo o que fez comigo?
B: Eu errei, eu nunca deixei de te amar, eu fui fraco, mas eu te amo, acredite em mim.
A: E se a gente voltar e daqui a três meses você terminar comigo de novo? Eu vou sofrer tudo de novo? E depois você vai voltar falando que me ama?
B: Isso não vai acontecer, não vou cometer o mesmo erro duas vezes.
A: Eu espero.
B: Eu te amo.
Ela sorriu.
A: Eu também.

Em paz - Twit

By: Giu :D

terça-feira, 5 de outubro de 2010

As coisas mudaram um pouco. Estar perto dele não machuca mais. Ele não me trata mais como me tratava. A gente conversou, nos entendemos, acho que isso muda muito as coisas. Ele está de boa, e eu também.
Agora sim, posso dizer que ele me faz bem, que estar perto dele me faz bem. Posso dizer, que ao vê-lo não tenho mais vontade de chorar, não sinto mais dor, não fico mais triste.
Acho que houve uma mudança dos dois lados, e acho que foi uma mudança boa.

By Giulia (:
nem sei o que eu gosto tanto tanto em você. seu sorriso, seu jeitinho de tentar me irritar. (8)

Talvez seja essa a resposta do que todo mundo me pergunta e eu nunca sei explicar. Não que eu precise dessa resposta, e não devo esta a ninguém, mas para quem quer saber, acho que isso é o que mais se aproxima da explicação. (:

By Giulia (:

sábado, 18 de setembro de 2010

As pessoas não entendem porque eu gosto dele, não entendem porque eu corro atrás dele. Ele só me trata mal? A maioria do tempo, é verdade.
Ele está pouco se fodendo pro que eu sinto? Sim, está. Mas está pouco se fodendo pro que todos sentem. Ele é indiferente à tudo e à todos, e eu sei disso desde o começo, desde que o conheci, mas do mesmo jeito, eu o amo desde sempre.
Eu sempre corri atrás dele, eu corro atrás dele e sempre vou correr. Meus amigos sabem disso, e ele também. Não tem como eu esconder isso mais de ninguém.
Todos falam pra eu não correr mais atrás dele, mas o que as pessoas não entendem, é que eu não tenho esperanças de ter algo com ele, NÃO, longe disso. Eu só não quero perder a amizade dele. E se algum dia eu não deixar o POUCO orgulho que eu tenho de lado, quando a gente brigar, se eu não for atrás dele, ele não virá atrás de mim, ele não falará mais comigo, e eu me afastarei dele. E aí vem o problema. Estar mal perto dele é ruim, mas estar mal longe dele é bem pior.

by Giulia (:

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Às vezes ele parece não entender o que eu falo. Às vezes eu acredito que ele não entende, mas na maioria das vezes, eu tenho quase certeza de que ele entende, mas finge que não; tenho certeza de que ele faz isso pra não ter que me dar uma resposta que com certeza ele SABE que me machucaria mais do que qualquer coisa, ou até pra não sofrer com a verdade.
Às vezes acho que um dia o sentimento que eu tenho por ele ele tinha por mim, mas não dessa forma doentio, claro. Mesmo porque ele não deixaria que chegasse nesse ponto, de sofrer do jeito que eu sofro, mesmo porque ele nunca deixa nada chegar a ponto de ele sofrer assim.
Às vezes eu queria poder voltar no tempo, e concertar onde eu errei. Voltar no tempo, e mudar minhas palavras, impedir a nossa "briga". Queria voltar no tempo e poder dizer tudo o que eu nunca o disse, e sempre tive vontade. Poder voltar no tempo e responder aquela mensagem que dizia "eu te amo giu". Simplesmente poder responder "eu também".
Penso se o que estou pedindo "que ele se importe comigo 1% do que me importo com ele", é pedir muito. É?
Peço desculpas o tempo todo, continuo me humilhando, mas isso não adianta nada. Nada muda, tudo continua como sempre foi. Os minutos que estavam melhores, não existem mais, já acabaram.
Conversando com uma amiga outro dia ela me disse "vamos ver quanto tempo isso vai durar" e eu disse "uma semana, no máximo". Pois é, não completou uma semana, foram apenas 2 dias. Mas eu não posso reclamar né?
Digo que não posso reclamar, mas às vezes penso melhor e vejo que posso sim. Porque não poderia? Eu penso melhor e acho que o que eu queria não é nada demais, não é pedir demais.
Às vezes queria uma explicação para tanta indiferença, queria uma explicação para tanto pouco caso, mas depois, penso que eu sei o porque disso tudo, pelo menos acho que sei.
Queria poder perguntar pra ele porque isso. Queria poder perguntar pra ele tudo que eu quero saber e não consigo achar uma explicação e queria também poder, só uma vez, falar pra ele tudo que eu sinto, e explicar pra ele tudo que acontece comigo.

by Giulia (:

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

É preciso nossas raízes regar
Os merecidos frutos colher
Não viva sob a influência da ilusão
Pois ela pode machucar
E a felicidade te tirar

A esperança deve sempre existir
Dentro do peito como meta a seguir
E olhe você aí, que dizia não acreditar
Agora veja como foi bom esperar
E que fique de lição aprender a escutar
Pois é aprendendo que conseguimos perceber
Os valores que devemos ter

Não irei te deixar cair
Mesmo você vindo me pedir
Para não se preocupar, pois não vai precisar
Mas sei que minha preocupação é desejar
Que caminhar alegre possa voltar


by: Thi Nery.
amizades tem altos e baixos, principalmente amizades verdadeiras, e isso é normal. o que temos que ver é quando isso já está nos fazendo mal, e quando percebemos isso, aí sim temos que pensar em mudar, porq ficar nessa situação não é bom. as vezes precisamos de um tempo sozinhos, um tempo longe daquelas pessoas que estamos juntos sempre, das pessoas que mais amamos, mas isso não por ter deixado de ama-las, e sim porq precisamos de ar, precisamos respirar um pouco. isso é super normal, acredite. mas quando machuca, não está mais sendo saudável. pensa nisso.

by Giulia :D

domingo, 12 de setembro de 2010

Tudo igual ao que sempre foi.

Em todos os momentos que eu mais preciso dele, ele nunca está. Mesmo quando eu preciso dele como um dos meus melhores amigos, mesmo quando só preciso dele como amigo.
Ele diz estar do meu lado, mas no fundo não está.
Todas as vezes que ele me liga eu atendo, se ele pede pra eu ir em algum lugar eu faço de tudo para ir até ele, mas eu não posso pedir pra ele vir para conversar comigo porque eu sei que ele não virá.
Ele sempre é o mais indiferente quanto a mim, e isso me machuca muito.
Eu insisto em achar que ele mudou, mas isso não é verdade. Depois de dois minutos de ilusão eu vejo que nada mudou, ele continua o mesmo de sempre. E ele está certo de alguma forma já que para ele está bom assim, já que para ele não tem pontos negativos em permanecer assim, ele não tem porque mudar já que ele não pensa nos outros.

by: Giulia (:

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Ouvi o interfone tocar, ainda não estava pronta mas fui correndo atender.
-Oi.
-Oi, ele já está aqui embaixo.
-Ok, fala que eu já desço.
-Ok.
-Obrigada.
Desliguei o interfone e fui terminar de me arrumar. Estava com o meu vestido preto florido, coloquei meu sapato amarelo de salto, terminei de me maquiar, peguei minha bolsa, joguei minha carteira e meu celular dentro dela, peguei a chave de casa e saí.
Chamei o elevador, estava no 18º andar. Esperei até que chegasse no 8º (o meu andar). Quando a porta se abriu haviam duas pessoas que eu não conhecia dentro. Os comprimentei e vi que o Térreo já estava aceso.
Quando saí do elevador, ele já estava ali me esperando.
-Oi.
-Oi. -Ele me beijou.
-Tudo bem?
-Aham e você?
-Tudo. Desculpe a demora, estava terminando de me arrumar.
-Tudo bem.
-Onde é a festa?
-Aqui perto.
Fomos para a festa do nosso melhor amigo. Cheguei lá com ele e ninguém acreditou.
-Oi Giu!
-Oie! Tudo bem? Parabens!!!
-Brigado! O que está acontecendo? Vocês estão juntos?!
-Er... sim. -Com vergonha.
-Ai que bom, você deve estar muito feliz né?
-Sim.
-Que bom! Entra, fica a vontade.
-Brigada.
Entrei na festa e fui encontrando todas aquelas pessoas que não via há muito tempo e que estava com muitas saudades.
Ninguém estava acreditando que estávamos juntos. Depois de tanto tempo que eu o amava, depois de tanto tempo que eu o esperei... Todos achavam que isso nunca aconteceria, inclusive eu.
Saí de perto dele para conversar com os meus amigos que estava com tanta saudade.
A noite já estava terminando e a festa também. Todos estavam indo embora.
Senti aquela mão me tocando delicadamente no ombro direito, e então sua voz inconfundivel:
-Amor, vamos?
Conscenti com a cabeça, me despedi do meu amigo e fui com ele. Passamos pelo dono da festa:
-Lindo, obrigada, estava com saudade de você.
-Mas vocês já vão?
-Já, amanhã ele acorda cedo.
Nos despedimos e fomos embora.
Chegamos no meu prédio, ele parou o carro na outra vaga da minha mãe.
Entramos no prédio e ficamos um tempo sentados em um dos banquinhos na frente do salão de jogos e ficamos conversando e observando a lua, até o momento em que o chato do zelador veio falar conosco.
-Vocês não podem ficar aqui.
-Mas não estamos fazendo barulho. Estamos falando baixo.
-Eu sei querida, mas se eu abro excessão para você, todos vão querer.
-Tá, vamos amor.
Fui em direção à minha torre me apoiando nele. Cheguei ao hall da torre e chamei o elevador. Desta vez, estava no 10º andar. Esperamos-o sentados no hall.
Quando a porta se abriu não havia ninguém no elevador. Apertei o 8 e subimos.
Saí do elevador, peguei a chave com um pouco de dificuldade dentro da bolsa e abri a porta.
Entramos, tirei meu sapato e sentamos no sofá. Olhei no relógio e já eram 4h20 da manhã.
-Você não vai conseguir acordar amanhã. -Disse a ele.
-Nem você.
-Eu sei, minha mãe vai me matar.
-É melhor eu ir embora então, para você poder dormir.
-Não! Não vai, fica aí. Você bebeu, não vou deixar você ir até a sua casa essa hora sozinho dirigindo depois de beber.
-Mas eu preciso dormir, e você também.
-Dorme no quarto do meu irmão, ele não está aí.
Ouvimos a porta sendo aberta.
-Sua mãe chegou.
-É.
Ela entrou, olhou para mim.
-Oi mãe.
-Oi. Tudo bem? -Com uma voz de confusa, preocupara e desconfiada.
-Tudo. A gente chegou agora também.
-Ah,... Como foi a festa?
-Boa. E a sua?
-Boa também.
-Que bom... você não foi de carro não?
-Não, a Marta passou aqui para me buscar.
-Ah tá.
-Você viu que ele parou o carro lá atras do seu?
-Não vi.
-Tudo bem?
-Sim.
-Ele vai dormir no quarto do meu irmão, já que ele não vai dormir em casa, tá?
-Tá. Eu estou indo dormir, licença. Boa noite.
-Boa noite. -Falamos ao mesmo tempo.
-Viu? Ela não se importa, ele gosta de vocês.
-Não sei, ela deve ter raiva de mim, com razão depois de tudo que eu te fiz sofrer sempre.
Abaixei a cabeça e uma lágrima escorreu do meu olho. Então ele levantou meu rosto e olhou nos meus olhos que agora estavam borrados.
-Não! Não fica assim. Porque você está chorando?
-Não queria lembrar de tudo que eu sofri. Estamos bem agora, não estamos? E a minha mãe não tem raiva de você.
-Me desculpe, não achei que falar isso te deixaria mal.
-Lógico que me faz mal, sofri muito.
-Eu sei. Me perdoa. Eu só quis mostrar que caso sua mãe tenha raiva, eu entendo os motivos.
-Mas ela não tem. Ela gosta de você, já disse.
-Ok. Se você está dizendo eu acredito.
Ficamos quietos um tempo e ele começou a limpar aqueles borrões no meu rosto.
-Eu te amo.
-Sim. Eu também te amo muito.
Ele me beijou e toda a dor foi embora.
-Vamos dormir?
-Sim.
Ele me cobriu na cama e apagou a luz.
-Boa noite meu amor, até amanhã.
-Boa noite.
Ele me beijou novamente e fechou a porta ao sair do quarto.

Giulia (:

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Tocou a campainha da minha casa. Levantei-me do sofá e fui atender a porta.
Ao abrir a porta vi aquele rosto que eu não via há muito tempo e que eu sentia muita falta. Olhei para ele e vi uma lágrima escorrendo em seu rosto. Dei um abraço nele.
-O que aconteceu? Entra.
Ele entrou ainda chorando e se sentou no sofá enquanto eu fechava a porta.
Sentei-me ao seu lado e fiquei vendo-o chorar e esperando que ele se acalmasse para entender o que havia acontecido.
-Eu não aguento mais isso.
-O que aconteceu? -A angustia tomava conta de mim.
-Eu não posso mais enganá-la.
-Enganar a quem? -Estava confusa e desesperada. O ver chorando daquele jeito me deixava extremamente angustiada.
-Minha namorada. -Essas palavras, como sempre, me machucaram muito. Respirei fundo.
-Porque enganá-la? -Falei segurando as lágrimas que queriam cair.
-Eu não a amo, nunca amei. Comecei a namora-la para não sofrer.
-Como não à ama? Lógico que ama! Está com ela há tanto tempo, você sempre a amou.
-Não! Eu nunca a amei. Eu só não queria sofrer, então comecei a namorar e me acostumei com isso.
Isso tudo estava me perturbando.
-Não queria sofrer? Como assim? Porque sofreria?
-Porque eu tinha brigado com a pessoa que eu amava.
Agora ele falava olhando nos meus olhos e, na intenção de esconder as lágrimas que escorriam dos meus olhos, abaixei a cabeça.
-Olha para mim.
Levantei a cabeça e vi que ele continuava chorando. Não sabia o que dizer. Estava perdida em meus pensamentos e na minha dor.
-O meu orgulho sempre falou mais alto. Não podia perdoar tão fácil, não podia fingir que nada havia acontecido porque isso me machucou demais, e precisava fingir sentir um dos piores sentimentos, mas nada disso é verdade, vivo todo esse tempo em uma mentira.
Abaixei a minha cabeça novamente e ele a levantou e olhou nos meus olhos.
-Porque? Porque você fez isso?
-Orgulho.
-E os meus sentimentos? Você realmente não se importa com eles né? Porra, eu sofri muito no começo, sofri durante todo esse tempo e ainda sofro. Você não podia deixar o orgulho de lado pelo menos uma vez? Enquanto você mantinha o seu orgulho eu me humilhava. No começo, não acreditava na indiferença, mas depois de tanto tempo passei a acreditar. Você tem noção de quanto tempo eu te amei? De quanto tempo eu sofri? E agora, que eu estava melhor você joga tudo isso na minha cara? Você me machuca. Eu não posso acreditar no que está me falando.
-Eu deveria ter pensado em você, nela...
-Deveria, deveria ter pensado antes em tudo que você sentia, no que eu sentia, no que ela sentia e ter pensado antes de tomar essas atitudes que machucaria tanta gente. E o seu orgulho se mantém, como seria agora? Como vai ser? Pensa nela! O que você vai fazer? Como ela vai ficar?
-Você ainda me ama? -Eu chorava muito e não queria ter de responder à esta pergunta.
-O que você acha? -Nesse momento eu desabei. Não tinha mais forças para falar, chorava descontroladamente sem conseguir levantar a cabeça e olhar para ele.
-Então me espera só mais uma semana?
Ele levantou a minha cabeça, olhou nos meus olhos e pediu novamente:
-Me espera só mais uma semana, por favor, eu te amo, eu sempre te amei.
-Não sei. -A vontade de dizer que o esperava quanto tempo fosse preciso era enorme, mas pensava em tudo que havia sofrido e a dor voltava.
-Por favor. Eu te amo demais. -Ele havia voltado a chorar.
Pegou a minha mãe e eu abaixei a cabeça.
-Não aguento mais sofrer, já sofri muito.
-Então vamos ser felizes juntos.
-E o seu orgulho? Vou continuar me humilhando sempre? Você vai me deixar depois de duas semanas e vou sofrer tudo de novo?
-Não! Me desculpe por tudo que te fiz sofrer até agora e eu juro que tentarei melhorar. -Nesse momento levantei a cabeça sem acreditar no que eu havia escutado. Ele havia deixado o orgulho de lado e me pedido desculpas? Levantei a cabeça, respirei fundo e falei o que veio na minha cabeça.
-Você mudou mesmo, né? Um pouco pelo menos.
-Sim. Eu te amo, me espera?
Ele me beijou. Ele não precisou de uma resposta.
O levei até a porta, ele me deu outro beijos.
-Te amo.
Fechei a porta, entrei e ainda não conseguia parar de chorar nem acreditar no que acabará de acontecer.

Giulia (:

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sem vontade de continuar.

Continuar aqui pra que?
Não quero mais fazer as pessoas sofrerem, não quero mais atrapalhar a vida de ninguém. Mas por quê então, eu não consigo fazer o que eu tenho vontade, por quê eu não tenho coragem?
Cada dia que passa eu tenho mais certeza de que a minha existência e a minha companhia é inútil.
Não tenho mais vontade de sair de casa. Aqui parece ser o único lugar que estou segura, distante de qualquer perigo, de qualquer olhar, de qualquer palavra. Dentro dessas quatro paredes é o único lugar que posso ser eu mesma sem medo. O único lugar onde posso demonstrar meus sentimentos e minha fragilidade sem medo do que vão pensar, mesmo porque aqui não tem ninguém. Os móveis e as paredes não tem opinião, não tem sentimentos nem pensamentos. Então, não tenho motivos para sorrir, não tenho com o que me distrair. Nesse caso, o que me resta é escrever, tentar expressar no papel o que eu sinto sem ter medo pois sei que isso morrerá aqui, em mim.
Não quero procurar ajuda; ninguém irá me entender. E para quê? Encher o saco de mais alguém?
Todas as cores que haviam voltado foram embora de novo, a cor que restou foi novamente o cinza.
Brigas, desentendimentos, discussões, ofensas... Essas foram as coisas que permaneceram, as que insistem em me acompanhar em todos os lugares que vou, independente da decisão que tomo.
Eu estou enlouquecendo e a minha vontade de desistir de tudo aumenta a cada segundo.


Giulia (:

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Agora sim, eu realmente tenho certeza de que a melhor saida é fugir. Não tem mais com quem contar, não tem mais com quem conversar. Tem um vazio. Essa é uma mudança que eu tenho que fazer.
Em compensação, a outra mudança que eu fiz foi boa. Vim pra cá e conheci pessoas muito fofas, aquelas que eu pude confiar em pouquissimo tempo, e nem sei explicar direito o porque ou como, mas eu pude.

Giulia (:

sábado, 24 de julho de 2010

volta

não posto a um bom tmpo, e já q acabei d voltar d viajem qria lhes contar como foi essa volta ao "lar"
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ela se cansou da vida, percebeu em apenas 7 dias, que tudo parecia ser uma mentira. Quando voltou de suas férias finalmente percebeu que não estava ao alcanse de suas simples metas, apenas daquilo que já haviam lhe proporcionado...então cansada daquele ambiente, já não é mais tão doce com as pessoas a suas volta, já não sorri mais ingenuamente como antes, apenas respira esperando que cada vagaroso momento de sua vida passe.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Tocou o telefone, era ele. Respirei fundo e atendi:
-Oi.
-Oi, tudo bem?
-Uhum, e você?
-Não.
Nesse momento o desespero estava tomando parte de mim.
-O que aconteceu?
-Quero voltar.
-Agora é tarde.
-Mas eu te amo e sei que você ainda me ama também.
-Eu te amava.
-Só preciso de uma segunda chance para te fazer feliz.
-Você me machucou muito.
-Eu nunca mais vou fazer isso, eu te amo.
-Como eu vou confiar se você me falou que nunca me machucaria e me machucou demais?!
-Só mais uma chance.
-Não sei.
-Por favor!
Uma lágrima escorreu do meu olho ao ouvir aquela voz de choro que me derretia sempre.
-Eu te amo muito, mas você me machucou demais, não quero sofrer tudo de novo.
-Mas isso não vai acontecer.
-Tenho medo.
-Não precisa.
-Vem aqui em casa que a gente conversa.
-Eu já estou aqui embaixo. Vamos no shopping conversar?
-Não, vamos conversar aqui no prédio mesmo.
-Ok.
Desci para encontra-lo.
-Oi.
-Eu te amo.
Nós dois estávamos chorando.
-Não faz isso comigo. Você me machucou muito, eu não quero mais sofrer.
-Eu nunca mais vou te machucar, eu prometo.
-Você não me ama mais. Você está sozinho e agora precisa de alguém. Acha que sou eu, mas não sou. Se ficarmos juntos, alguém vai se machucar, e o mais provavel é que eu me machuque porque eu te amo, e quando você perceber que não é a mim que você ama, irá embora de novo e irei sofrer tudo outra vez.
-Eu só amei duas pessoas na minha vida: minha ex namorada e você. E você eu ainda amo.
Ele pegou o violão e começou a tocar:
"E se um dia eu te dissesse o que eu sinto por você, se as palavras insistissem em querer dizer. Sobre as promessas que a gente fez, sobre as lembranças e os sonhos que guardei pra ti. Eu só queria que você soubesse que eu não vou mais desistir, eu só queria que você dissesse outra vez estou aqui. Lemnbra daquele dia quando a gente se encontrou, lembra daquele beijo e de tudo que você falou. A música tocando eu só queria escutar, a sua voz me dizendo que vai voltar. Eu só queria que você soubesse que eu não vou mais desistir, eu só queria que você dissesse outra vez estou aqui. Numa tarde qualquer, menina eu vou te mostrar, que o mundo vai além do que você pode sonhar. Com o mesmo sabor, gosto de primeiro amor, olhando nos teus olhos eu vou te falar que. Eu só queria que você soubesse que eu não vou mais desistir, eu só queria que você dissesse outra vez estou aqui. Eu só queria que você soubesse que eu não vou mais desistir, eu só queria que você dissesse outra vez estou aqui. Estou aqui, estou aqui."
Nesse momento eu já estava chorando muito então, ele me beijou:
-Eu te amo.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Estava sentada na Starbucks da Alameda Santos twittando do meu celular. Pedi um frapuccino e fiquei. De repente uma pessoa parou na frente da minha mesa.
-Oie Giu!
Reconheci aquela voz, e olhei para cima. Ao levantar a cabeça vi aqueles olhos verdes e aquele cabelo loiro e bagunçado do jeito que eu gostava que ele usasse.
-Oi!-surpresa e feliz-
Nós dois abrimos um sorriso e nos cumprimentamos.
-Posso sentar aqui com você? Você está esperando alguém?
-A Anie está vindo pra cá, senta aí e espera comigo! E você, vai encontrar alguém?
-Meu best! huhu.
Começamos a rir.
-Ah, então ele pode sentar aqui também quando ele chegar, né?!
-Sim sim. Que que você está fazendo aí no seu super celular hein?!
-Tô no twitter, mas já vou sair.
Saí da internet e deixei o meu celular em cima da mesa e fiquei olhando para aqueles olhos verdes.
De repente, meu celular que estava na frente dele tocou.
-Posso atender Giu?
-Quem é?
-Ana Fazza... Cas...?!
Começamos a rir e ele atendeu o celular. Então o celular dele começou a tocar e estava escrito o nome do best dele.
-Posso atender?
-Sim.
Atendi o telefone.
-Alô?!
-Oi? Quem é?
-Oi, é a Giulia... Tô aqui com ele na Starbucks, mas ele está falando no telefone.
-Ah tá, você avisa que eu estou chegando aí?
-Aviso sim love.
-Brigado, beijos.
-Beijos.
Desliguei o telefone e ele também havia desligado. Falamos ao mesmo tempo:
-O que ele/ela queria?
Começamos a rir.
-Ela tá chegando.
-Ele também.
Continuamos ali esperando. Estava conversando com ele quando vi os dois na porta. Ele abriu a porta para ela, mas ela nem viu quem era.
Veio andando com passo acelerado em direção a nossa mesa e ele veio andando lentamente.
Ela já chegou nos zuando e sentou do meu outro lado, o que estava desocupado.
Ele chegou e sentou do lado dela, na única cadeira que estava vazia, entre seu melhor amigo e ela.
Quando ela virou para o seu lado direito, viu quem era, e ele falou:
-Oieee, tudo bem?
Ela ficou sem reação, como já era esperado por todos, menos por ele.
-Tudo...
Começamos a rir, e eles dois não entenderam nada. Então, achei melhor intervir:
-Então, essa é a Anie Fazza.
-Ahh, é você? Que linda!
Ela continuava sem reação, e eu precisava conversar com ele:
-Oww, quem é o seu melhor amigo?
Ele ficou confuso, mas apontou para seu lado direito:
-Porque?
Eu e a Ana começamos a rir e os dois não entenderam mais nada.
-Explica -ainda muito confuso.-
-Anie, explica aí.
-Então, é que um "amigo" meu -ela fez questão de enfatizar as aspas- falou que era o seu melhor amigo e talz, aí eu queria saber.
-Amigo seu? Que amigo? -ainda confuso.-
-O Jones.
-Jones? Quem é Jones?... Ah, lembrei...
Nós quatro começamos a rir.
-Então, não é não, na verdade, eu não o conheço direito. Toquei com ele uma vez, e saí com ele umas duas vezes, mas nem falo muito com ele, não curto muito ele não.. Ah, desculpa ele é seu amigo né?! Esqueci...-com vergonha-
-Não, magina, tudo bem. Não é meu amigo não, só o conheço.
-Ah tá.
Acabou o assunto e ficamos um tempo em silêncio. Até que um deles perguntou:
-Ow, o que vocês duas vão fazer hoje a noite? Tem aula amanhã?
-Não vamos fazer nada, por enquanto. Tem aula amanhã, mas não vamos não. Por quê?
-Vamos sair? Eu passo pra pegar vocês na casa de uma das duas às 20h30, e depois levo vocês pra casa.
-Tá, mas não leva a gente pra casa depois não, porque a gente não pode chegar em casa de madrugada.
-Ah é?! Hm.. ok. A gente fica com vocês até de manhã então.
-Ah, ok. Bom, são 17h00 já, vamos pra casa nos arrumar então.
-Tá, pego vocês na casa de quem?
Conversei com a Ana e achamos melhor que ele nos pegasse na minha casa, já que podíamos passar na casa da Ana, pegar as roupas e maquiagens e ir pra minha casa, mesmo porque não tinha ninguém na minha casa. Achei que não precisávamos explicar tudo isso para ele, e resolvi só responder sua pergunta:
-Na minha casa. Vou te passar o endereço.
-Não precisa. Eu sei chegar lá.
-Mesmo?
-Mesmo! 20h30 nós estamos lá. Nós dois, ok?
-Ok. Até mais tarde.
Nos despidimos e saímos.
No caminho para a casa da Ana conversávamos, sem acreditar, sobre o que acabará de acontecer.
-Nós realmente vamos dar rolê com eles Giulia? Como você não me avisou que eles iriam?
-Eu não sabia flor, fiquei tão surpresa quanto você. Estava lá sentada te esperando, ele chegou e me falou que o best dele estava indo pra lá e perguntou se podia se sentar. Quando você ligou, eu já sabia que ele iria, mas aí achei melhor fazer "surpresa". Só não entendi, como você não o viu quando ele abriu a porta pra você.
-Eu nem olhei pra cima.
Passamos muito rápido na casa dela e fomos pra minha.
Chegamos lá, tomamos banho, nos arrumamos e às 20h00 estavamos prontas, sentadas no sofá esperando.
Ficamos esperando impacientemente eles chegarem. Quando deu 20h32 a Ana não aguentou:
-Eu sabia, eles não vem.
-Calma Anie, eles vem, estão atrasados só 2 minutos. Já devem estar chegando.
-Hm... ok.
Continuamos esperando. Quando olhei no relógio e vi que eram 20h45, resolvi ligar. Peguei o telefone e disquei os quatro primeiros numeros, então a campainha tocou.
Saímos, abrimos o portão, e os dois estavam fora do carro.
Eles estavam lindos. Aqueles olhos estavam mais verdes do que nunca.
-Vocês estão lindas.
Nós duas com vergonha:
-Brigada.
Entrei no banco do passageiro, e a Ana entrou atrás com o melhor amigo dele.
Ele olhou para mim e perguntou:
-Eae, vamos para onde?
-Ah, não sei... vila?
-Ok.
Fomos para um barzinho na vila, ficamos ali a noite toda, e quando eram 5h00 resolvemos ir para a Paulista, para ver, ali, no Masp o sol nascer.
Vimos o sol nascer, fomos tomar café e fomos, os quatro, para a casa dele. Aquela casa que era conhecida para todos nós: com aquele computador e aqueles instrumentos. Ficamos lá conversando, e os dois tocando violão.
Quando eram 12h30 fomos almoçar no América. Almoçamos e eles nos deixaram na esquina da casa da Ana. Ele me deu um beijo, e seu amigo deu um beijo na Ana.
-Precisamos combinar isso mais vezes. Eu passo pra pegar vocÇes e a gente sai.
-Com certeza.
Os quatro começaram a rir, eles entraram no carro e nós na casa da Ana, precisando urgente dormir, e ainda sem acreditar muito no que havia acontecido.

By: Giulia (:

Talvez seja a melhor solução.

Será que estou agindo errado ao expor a minha opinião sobre as coisas? Acho que não. O que acontece, é que as pessoas estão estranhando porque eu senpre abaixei a cabeça para tudo e sempre fiz tudo do jeito que era melhor para os outros.
Achei que deveria mudar, que eu seria mais feliz e seria mais respeitada pelas pessias, mas na verdade, desde que mudei minha forma de agir, só briguei com as pessoas que eu mais amava, então acho que vou voltar a agir como antes e abaixar a cabeça para tudo e todos. Será que é a melhor solução?

by Giulia (:

domingo, 4 de julho de 2010

Onde antes era colorido, agora só sobrou cinza. Nada mais faz sentido, nada mais está claro nem feliz. A felicidade que vinha das cores, foi embora junto com elas. O cinza trouxe tristeza, melancolia.
O que antes era acordar vendo as mais variadas cores e com isso ter vontade de sorrir; hoje é acordar e não vê-las, não ter mais motivos para sorrir.
A única coisa que resta é saudade daquele tempo, melancolia, tristeza e um vazio muito grande.
Paz não é uma palavra que está mais presente. Só há brigas, não há mais momentos bons, não há mais civilização, nem alegria, nem sorrisos. Só lágrimas, dor, brigas e discussões.
O que podia fazer alguém ser feliz, não existe mais aqui. Não dá mais para viver assim, não gosto dessa situação, mas não sei mais o que fazer para mudar.
Sinto-me como se fosse um peso na vida de todos. Uma pessoa que só consegue enxergar cinza com certeza não é uma boa companhia.
Camuflo-me em certas coisas para aparentar mais feliz. Mas as aparências enganam, e como eu me sinto não é como aparento.
Todos os dias são iguais. Acordo no mesmo horário. Vejo a cor cinza da manhã. Parto em busca de momentos felizes. Volto e as poucas cores que apareceram durante o dia se vão. Aqui está tudo cinza, sem vida.
Pergunto-me, para quê viver em um lugar sem vida? Ainda não achei uma resposta, mas ainda a procuro.
Pensar em sair dói, mas ficar aqui está deixando de ser uma opção. Ir embora talvez seja a pior das minhas escolhas, mas ficar aqui está me consumindo, a cada dia mais. Não sei até quando vou agüentar que isso me consuma. Não sei até quando terei algo a ser consumido.
Se eu me for, sei que sentirei falta. O que devo fazer nesse caso?

By: Giulia (:
Eu já não estava mais vendo muita graça em voltar lá. Estava cansada e chateada. Não me sentia mais avontade.
Pensei que aquelas férias, um pouco distante daquele lugar e das pessoas, eu sentiria falta e voltaria em agosto bem de novo.
Mas, lembrei que as três das pessoas que eu mais gosto de lá estavam indo embora, e que quando eu voltasse em agosto, não encontraria nenhuma das três.
As três pessoas que eu mais amava, que mais me faziam bem, que faziam com que eu me sentisse bem, e que eu achava que realmente se importavam comigo, iam embora.
Com isso, eu fiquei com menos vontade ainda de voltar até lá.
Até o final das férias, não saberia o que exatamente ia acontecer. Resolvi pensar positivamente, e pensar que uma delas, a que ainda tinha chances, ia ficar, ia continuar lá, não iria me deixar.
Mas com certeza, se isso acontecer, eu vou ficar muito triste, muito mal. As três farão muita falta com certeza.

By: Giulia (:

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Pontos de Vista.

Quando tudo parece estar ruim, pensamos que não vai melhorar.
Normalmente eu só vejo o lado ruim da vida, só vejo e “ligo” para as coisas ruins que acontecem na minha vida.
Ups, isso tudo deveria ter sido escrito no passado, porque eu não vejo mais a vida assim. Tento sempre ver o lado bom das coisas agora, e isso eu consegui porque as pessoas daqui me ajudaram e me mostraram que tudo na vida por pior que possa parecer, tem um lado bom sim.
Não faz muito tempo que eu passei a conseguir enxergar o lado bom das coisas, mas foi tempo suficiente para perceber que assim a vida é muito melhor e muito mais feliz.

By: Giulia (:

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Naquele dia ela acordou tarde. Levantou, olhou no relógio que marcava 15h48, levantou-se da cama e foi lavar o rosto. Desceu para a sala ligou a TV. Do lado da TV tinha um copo que havia deixado na noite anterior antes de ir dormir.
Sua mãe não estava em casa, a casa estava vazia. Um ótimo dia para parar e pensar na vida. Pensar em tudo que lhe perturbava. Tudo que mais queria e precisava aquele dia, era ficar em casa, sozinha, pensando sem ninguém para interrompê-la.
Lembrou que tinha que escrever uma redação para escola. Então, levantou-se do sofá, desligou a TV e resolveu pensar. Pensou em tudo que estava acontecendo: nas brigas com sua mãe, na falta que sentia de seu pai, no amor que sentia por aquele menino.
Depois resolveu ligar o computador. Ligou-o, esperou até que tudo carregasse. Então, depois de tudo certo, abriu uma pagina do Word. Por um longo tempo ficou lá olhando para a tela sem saber o que escrever. Então resolveu ir até a cozinha buscar um copo de água.
Voltou à sala e sentou-se novamente na frente do computador. Pensou em escrever sobre seu amor por aquele menino já que o professor não havia dado um tema para sua redação. Mas depois lembrou-se de que teria de ler sua redação na sala, e não queria se expor tanto. Pensou então em escrever uma que falasse de qualquer pessoa, sem ter nada a ver com ela.
Tinha apenas aquele fim de semana para escrever e não tinha escrito sequer uma palavra. Continuava sem idéia para escrever nada.
Ficou o dia inteiro dentro de casa sem fazer nada, só pensando no que poderia escrever. Horas e horas na frente daquele computador. Sua mente estava ficando confusa e cansada.
Resolveu que deveria lembrar de algum livro que leu para poder tirar uma idéia. E começou a lembrar. Lembrou de vários livros, e depois de muito tempo resolveu escrever sobre um amor impossível. Nada a ver com ela, justamente por isso teve mais dificuldade de escrever e ao mesmo tempo gostou, pois não queria se expor.
Quando estava conseguindo desenvolver o seu pensamento e redigir a tal redação que precisava fazer, levou um susto com o telefone tocando ao seu lado.
- Alô?
- Oi!!
- Oi Flávia.
- Tudo bem?
- Aham e você?
- Bem! O que você está fazendo? Vamos sair? Queria ir à Augusta beber!
- Não posso, tenho que terminar a minha redação.
- Ahh, mas eu queria tanto te ver. Amanhã você termina. O Fernando vai!
- Não posso mesmo.
- Ahh, ok! Beijinhos
- Beijos.
Essa ligação havia estragado tudo. Todas suas idéias agora haviam se perdido. Como faria pra retomar tudo? Tantas horas perdidas a toa.
Ficou um tempo relendo o que já havia escrito e tentando continuar, mas foi em vão, não conseguiu mais escrever nem uma palavra.
Então, salvou o que já havia escrito, desligou o computador, subiu para o seu quarto e sentou em sua cama. Ficou pensando no que sua amiga havia dito no telefone, e não resistiu. Pegou o telefone, discou aqueles oito números que sabia decor e esperou até que ela atendeu.
- Sabia!
- O que?
- Que você me ligaria dizendo que viria!
- Ahh. Isso? Sim, então, já está indo para lá?
- Não, marquei às 23h00 na frente do Vitrine.
- Ok, daqui a pouco eu vou, irei me arrumar.
- Ok, beijinhos!
- Beijos.
Olhou no relógio e viu que já eram 22h. Precisava correr. Não por conta da distância, pois mora na Paulista, mas sim porque demoraria até se arrumar, e precisava estar linda, afinal ELE estaria lá.
Tomou banho muito rápido, escolheu o vestido mais bonito que tinha, afinal de contas estava um calor absurdo. Passou seu melhor perfume e foi fazer a maquiagem.
Passou um lápis preto por dentro do olho, uma camada bem forte de delineador preto por fora e um batom vermelho.
Colocou um salto vermelho junto com seu vestido preto e estava pronta.
Ficou então esperando sua amiga que como todas as vezes que iam na augusta, passaria na sua casa para pegá-la.
Assim que ela chegou, as duas saíram e foram direto ao Vitrine.
Chegando lá ele já estava lá. Seu coração acelerou mas manteve a calma para que ele não percebesse nada.
Desceram do carro o encontraram e foram para o barzinho na frente do Vitrine. Pediram uma cerveja e ficaram ali conversando. Enquanto ela conversava com Fernando, nem percebeu que Flávia conheceu um homem muito mais velho que ela, começou a conversar com ele e tudo mais. Muito tempo depois, quando percebeu, eles já estavam se beijando.
Saiu correndo do bar puxando Flávia e Fernando pelo braço e levando-os para sua casa. Ao chegarem em sua casa, conversaram e ela falou que o homem era muito mais velho e que ela não deveria ter feito aquilo.
Flávia ficou brava mas depois percebeu que ela tinha razão. Flávia foi embora e os dois ficaram em casa sozinhos.
Mais tarde, quando Fernando foi embora, ela ligou para Flávia contando que eles tinham ficado.


By Giulia (:

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Talvez esteja sendo egoísta.

Já faziam alguns meses que eu queria contar para ele o eu estava sentindo, mas eu não podia.
Quando eu tomava coragem, e decidia contar para ele, minhas amigas falavam que eu não deveria fazer isso, que isso machucaria muita gente e que seria dificil para eu "encara-lo" depois. Esse não era o problema pra mim, pois já havia feito isso outras vezes com outros meninos, os quais hoje são meus melhores amigos. O meu medo, era realmente machucá-lo e machucar outras pessoas que podiam se machucar com minha atitude.
Talvez eu esteja sendo egoísta ao não pensar nos outros, mas eu já decidi: vou conversar com ele e falar o que eu realmente estou sentindo.
Fiquei pensando no que falaria para ele.
"Não sei se deveria te falar tudo isso, talvez esteja sendo egoísta, mas precisava falar logo porque não aguento mais guardar isso. Eu sei que você tem e ama a sua namorada, mas eu precisava te dizer que eu gosto muito de você e que você é o único que consegue me fazer esquecer a pessoa que eu mais amei, e que mais me machucou. Só não queria que isso acabasse com a nossa amizade."
Depois, fiquei pensando qual seria sua reação, mas não cheguei a nenhuma conclusão desta vez.
Liguei para ele e combinei de encontra-lo três dias depois no shopping. Ele me perguntou quem iria, e falei que ele podia chamar alguém, não sei.
Desliguei o telefone e continuei pensando em qual poderia ser a reação dele.
Mais tarde, mandei uma mensagem de texto para ele dizendo: "É a Giulia. Eu queria conversar depois, se der. Beijos". Como eu já esperava, ele não respondeu, mesmo porque não tinha créditos. Então, continuei pensando mas mais uma vez não cheguei a nenhuma conclusão. Resolvi então, esperar até o dia que iria encontra-lo, falar o que eu sinto, e ver na hora a reação dele.
Fui dormir pensando nisso, pensando se a decisão que eu tinha tomado era certa.
Acordei no dia seguinte, sem mudar a minha decisão. E querendo que já fosse o dia que o encontraria.

By: Giulia (:

quarta-feira, 23 de junho de 2010

"Você vê o mundo em preto e branco. Ou,... lindo e colorido demais".
Esse foi só o começo de uma conversa que a cada palavra machucaria mais.
Então os pensamentos começaram. "Ele sabe que é dele que eu estou falando. Mas se sabe, porque não diz logo? Se ele dissesse seria tudo tão mais facil! Se sou eu que tenho esse sentimento por ele, porque ele acha que sabe que não é amor? Se ele sente isso por outra pessoa, porque eu não posso sentir por ele? Se ele não quer que eu sinta, ook, mas eu o amo e o fato de ele não desejar isso, não vai conseguir mudar, de fato, o meu sentimento por ele. Não consigo entender porque ele precisa tanto se fazer de indiferente e de "durão". Para que afirmar tantas vezes que não se importa com ninguém e que a única pessoa que ele gosta é o 'amor da sua vida'? Isso tudo é para machucar as outras pessoas? É, porque convenhamos que não é legal ouvir um 'eu não ligo pra você' ou 'eu até que simpatizo com você', ainda mais quando você ama a pessoa que está te dizendo isso".
Os pensamentos não cessavam, eu estava enlouquecendo. Tudo que eu mais queria era ele do meu lado, mas sinceramente, isso tudo era contraditório, pois ao mesmo tempo que ru o queria do meu lado, queria que ele ficasse com ela, pois para mim, há dez meses, eu ponho a felicudade dele na frente da minha. 'É tão dificil entender que eu realmente me importo mais com ele do que comigo mesma? Que a minha felicidade realmente consiste na felicidade dele e não na tristeza dele? Que para mim, é mais importante ele estar feliz do que eu mesma estar? Que eu dependo da felicidade dele para ser feliz?'.
Na verdade, acho que ele nunca vai entender isso.
Embora as pessoas achem o contrário, eu não queria ama-lo; esse amor não é saudavel, machuca muito. Já tentei esquece-lo de várias formas, e apelei para a forma aparentemente mais facil e também a mais "perigosa": tentar substitui-lo. Tentei substitui-lo por várias pessoas diferentes, mas não consegui. Talvez eu possa estar me fechando para novas pessoas, mas eu já drsisti de achar alguém por quem eu possa talvez sentir algo tão forte quanto o que eu si to por ele.
"Você deve ficar vendo fotos dele e todas essas coisas de menina apaixonadinha e sinceramente, você deveria esquece-lo"'. A minha vontade foi de responder: "Sim, eu fico vendo fotos suas, te ligo, falo com você, combino de sair e todas essas coisas que eu sei que só me traz uma felicidade MOMENTÂNEA, mas traz alguma.
Eu acho sim que um dia eu tive chances com você. Pode ser que eu esteja sendo muito pretenciosa ao dizer isso, mas é o que eu acho. Antes de brigarmos, você escreveu uma 'coisa' para mim e ficou me faland coisas que me deixaram muito feliz e é lógicoq ue quando você me contou, eu estava sentada na frente do computador e meus olhos encheram de lágrimas e meu coração disparou.
Te esperar já se toenou algo obrigatório e necessário para mim. Não sei mais viver sem pensar em você, na real, eu não vivo mais por mim, e sim por você, acho que na verdade nem sei mais que rumo minha vida está seguindo.
Pode ser que eu esteja exagerando sim piis estou triste, mas o que eu sinto por você é tão mais forte do que eu, que nem tenho mais vontade nem forças de lutar contra, eu já desisti disso. É inutil realmente porque te esquecer não é mais uma opção.
Para que te esquecer? Para daqui a pouco me apaixonar por outra pessoa, não ser correspondida de novo e começar tudo outra vez? Não faz sentido.
Se me falam que sofrer por você não vale a pena, então porque valeria a pena sofrer por outra pessoa? Estou sofrendo pela pessoa que eu mais amo e que é simplesmente insubstituivel.
O que eu preciso fazer para que você ao menos me considere? Porque eu passei dez meses pensabdo no que fazer e tentando mas pelo visto não consegui. Por mim, eu continuo tentando, mas minhas idéias acabaram. Se você me disser como, eu juro que continuo tentando.
Eu queria muito ouvir de você 'Me espera?' Eu esperaria quanto tempo você quisesse, aliás eu estou aqui, te esperando sem nem você pedir. Eu tenho muito medo de acordar um dia, passar o dia inteiro sem lembrar de você, sem falar de você, sem pensar; ir dormir e acontecer o mesmo no próximo dia até eu perceber que eu te esqueci. Nesse dia terei perdido o chão, e estarei perdida sem saber o que fazer, já que a minha vida depende da sua.
Você já me machuca muito, mas eu sempre relevei. Por mais que o que você me falasse me machucasse, eu tentava ignorar. No fundo, eu lembro de todas as palavras fofas e de todas as palavras que me machucaram, mas eu tentei sempre "deixar de lado" as suas grosserias, sua indiferença.
Eu não sei o que você sente por mim.
Cansei de te defender, pois isso está me prejudicando, pois as pessoas estão ficando bravas comigo por causa disso.

By: Giu (:

domingo, 13 de junho de 2010

Cansei de sofrer por tudo o tempo todo. Cansei de só ver o lado ruim das coisas e não dar chances para eu mesma de ser feliz um pouco. Sofrer por causa dele é uma coisa que já percebi há um tempo que não vale a pena e já tinha decidido que não ia mais acontecer.
Ficar aqui está dificil, mas eu vou continuar. Pensando que isso vai passar.
Esse momento está dificil mas eu vou conseguir passar por ele, como já fiz outras vezes, de outra forma. Ao invés de passar essa fase de cabeça baixa, triste, chorando pelos cantos e sem vontade de fazer nada; vou passar esse tempo fazendo tudo que preciso e quero, de cabeça erguida e aproveitando o tempo.
Não é assim? Sempre que estamos achando tudo um lixo o tempo passa muito devagar, e quando achamos que tudo está bom o tempo passa rapido? Então, vou aproveitar e ver só o lado bom de tudo que acontece no mundo e na minha vida. Acho que assim vou conseguir ser um pouco mais feliz.
"Isso só faz mal para você e para as pessoas que estão por perto." está certa.
Por isso, vou mudar, e dessa vez não vai ficar só nas palavras, mas sim nas atitudes também.

By: Giulia (:

sábado, 12 de junho de 2010

Ausência de coragem, certeza e confiança?

Eu queria ter a coragem que ela tem. Chegar para ele e falar o que eu sinto, sem medo da resposta.
Ela foi pelo que eu disse a ela: "Você prefere se arrepender por algo que você fez, ou por nunca ter feito?" e ela preferiu correr o risco de se arrepender por ter feito.
Eu também prefiro me arrepender por ter feito alguma coisa que eu queria do que por não ter feito, mas me falta coragem. Sou pessimista e para mim, é certo que eu me arrependerei de fato, pois a resposta será negativa.
Mas posso mudar o meu olhar para isso. E se eu não me arrepender? E se a resposta dele for positiva?
Talvez eu tenha medo da resposta, independente desta ser positiva ou negativa. O que eu faço caso ele me dê uma resposta positiva? Vou ficar sem reação do mesmo jeito.
Talvez ela esteja certa quando me diz: "Nunca deixe para depois o que se pode fazer agora! E o que seria do mundo se não existisse ousadia? Ouse, vá além, acredite em você."
Essa é a parte mais dificil. Acreditar em mim.
Talvez tudo se resuma em ausência de coragem, certeza e confiança.

By: Giulia (:

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Tocou o telefone, ela atendeu:
A: Alô?!
B: Oi, tudo bem?
A: Sim, e com você?
B: Tudo!
B: Então, só liguei pra perguntar se está tudo bem e dizer que estou com saudades.
A: Eu estou bem... e... também estou com saudades. -respira fundo- e você, como está?
B: Bem... quando a gente pode se ver?
A: Não sei. Vou sair o fim de semana inteiro, acho que nem vou poder essa semana, só semana que vem.
B: Ah, entendi... bom, quando você puder, me ligue.
A: Aham.
B: Então tá, beijos.
A: Beijo, tchau. -Desliga o telefone-
Dois minutos depois, pega o celular.
A: Oi, o que você está fazendo?
B: Nada, porque?
A: Você não quer vir aqui?
B: Mas você disse não que não podia essa semana?
A: Mas acabei de descobri que eu posso.
B: Mesmo?
A: Sim, vem logo.
B: Tô indo, beijos.
A: Beijos.
Desliga o telefone e pensa "porque ele faz isso?" em seguida... "preciso me arrumar". Se levanta da cama e vai se arrumar para espera-lo.

by: Giulia (:

sábado, 15 de maio de 2010

Às vezes, mudar é bom.

Durante vários anos da minha vida, convivi com pessoas que se faziam de minhas amigas e falavam mal pelas costas. Convivi em um lugar onde não sabia em quem podia confiar.
Passei muitos anos no meio de pessoas que eu não gostava, e que não gostavam de mim. No meio de pessoas que se acham, que não aceitam pessoas diferentes. São pessoas que dizem ter uma mente aberta, mas na verdade, tem a cabeça muito fechada; só aceitam pessoas que façam as mesmas coisas que elas, que tenham as mesmas atitudes, que se comportem como elas... Se tem alguém um pouco diferente já não é aceito por eles.
Sofri por muito tempo, mas por já estar acostumada, não queria sair daquele lugar, tinha medo de novo.
Fui "obrigada" a sair de lá, e me mudar; o fiz com muito medo e muita insegurança.
Ao chegar nesse ovo lugar, fui bem melhor aceita. Conheci pessoas com a mente muito mais aberta e hoje me sinto muito melhor aqui.
Sinto falta das poucas pessoas que eu realmente gostava, que realmente considero, mas sei que esses, são meus amigos e nunca vão sair da minha vida.
Lá, eu não tinha motivação para voltar, não tinha vontade de ir. Aqui, eu tenho.
Claro que, como em todos os lugares, tem pessoas que não são tão próximas e não são como eu, mas as pessoas não agem como as de lá.

By: Giulia (:

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Qual é a decisão certa a ser tomada?

Ter você não é uma possibilidade. Te espero a tanto tempo e prometi para mim mesma que te esperaria sempre.
O amor que eu sinto por você, nunca senti por ninguém.
Eu queria muito continuar te esperando, mas eu sinto muito; a dor que eu estou sentindo é muito grande e não acho mais que valha a pena sofrer por você. Afinal, o meu sofrimento não significa nada para você.
Esse amor está me machucando e não acho que você mereça isso.
Demorei muito para perceber isso, mas agora acordei e cansei de viver a minha vida por você, para você. Cansei de fazer as coisas por você. Cansei de chorar, de te procurar, de te amar. Acredito que eu mereça ser feliz um pouco, e te amando desse jeito, não consigo ser feliz. Esse amor não é mais saudável, não me faz bem; é doentio.
Desistir dói, acredite. Mas é uma dor necessária no momento e que eu sei que logo menos irá passar.
Tem só uma situação que eu posso voltar a pensar em você, e ter esperanças de novo, mas enquanto isso, não quero mais pensar nem sofrer por você.
Se você quiser, podemos ser amigos, eu vou ficar feliz. Mas do jeito que estava eu não quero mais.
No momento estou decidida de que é isso que eu quero, só não sei se agora, na prática, irá funcionar. Não sei se irei conseguir te esquecer, mas espero que sim. Farei o possível e impossível para isso.
O meu medo de te esquecer, de se afastar, passou. Não porque eu deixei de te amar, mas sim porque não consigo mais lidar com essa dor.
Espero de verdade, que eu tenha feito agora, enfim a escolha certa.

By: Giulia (:

quarta-feira, 28 de abril de 2010

É.. realmente posso dizer que é cansativo.
É cansativo correr atrás de alguém e ver que ele(a) está apenas brincando com seus sentimentos, e te fazendo de marionete.
É cansativo ver como esta pessoa não liga se você morreu ou não, porque tem 10000 pessoas iguais a você pra ele(a) te substituir.
É cansativo se iludir sempre e ser uma pessoa ingênua.
Segundas chances não importam porque as pessoas nunca mudam. Aprendam isso, uma pessoa desorganizada sempre será desorganizada, uma pessoa revoltada sempre será revoltada e assim por diante.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Não tenho mais forças.

Eu queria tanto ser forte. Ter forças para te esquecer; não ser fraca desse jeito a ponto de aceitar tudo, a ponto de me submeter a tudo e ser humilhada; não ter forças mais para ligar para nada disso.
Não quero mais sofrer por conta deste amor, mas não consigo mais sair, não consigo mais me livrar dele. Talvez por medo de deixar de te amar, porque por mais que eu sofra, já estou acostumada com esse sofrimento e sei que ao me livrar dele, automaticamente me afastarei mais ainda de você, e isso é difícil. Só de pensar em me afastar MAIS de você, me desespero.
Eu não quero nada além de você, juro. Se eu tivesse você, minha vida seria muito mais feliz. Eu teria um motivo para continuar vivendo.
O motivo de continuar é a mínima esperança que ainda me resta de um dia ter chances. Não sei por que ter esperanças se você nunca faz nada que me faça tê-la. Você não me dá esperanças, eu a tenho, pois sou teimosa.
Eu não posso te dizer tudo que eu sinto, e mesmo que pudesse, não acho que faria diferença para você. Você está feliz. Para você eu não significo nada.
A sua felicidade é a única coisa que realmente me importa. Eu vou estar ao seu lado sempre, mesmo que você não queira, não precise e não peça. Pois caso você precise, eu estarei aqui e serei a primeira a te abraçar e te ajudar.
O amor que eu sinto por você não dá para descrever com palavras, pois no fundo, estas não dizem nada. (L)

By: Giulia (:

sábado, 24 de abril de 2010

Felicidades (: hihi

Hoje é um dos dias mais especiais do ano. Aniversário de duas pessoas que eu amo demais.
Conheço há pouco tempo, mas o suficiente para já amá-los demais.
São essas amizades que me provam que o tempo não quer dizer absolutamente NADA.
Uma amizade não existe pelo tempo que as pessoas se conhecem. Muitas pessoas eu conheço há dez anos e não são minhas amigas e nem as conheço tão bem. Muitas que eu conheço há dois meses e é como se conhecesse há dez anos e amo demais.
Vocês são duas pessoas que eu conheço a pouco tempo mas já amo demais, não sei mais viver sem vocês por perto. Vocês me fazem bem, me ajudam sempre!
Parabéns Jow e Luiz, tudo de melhor pra vocês, que Deus abençoe vocês demais! Vocês merecem tudo de bom, pois são pessoas muito especiais.
AMO VOCÊS! (L) Obrigada por entrarem na minha vida! *-*

será que é possivel não ser clichê?

Após um tempo você percebe que tudo é clichê. Até as coisas mais banais como programas de fim de semana e sentimentos, nada parece ter a sua origem ou função própria, tudo parece vir de um único livro que todos leram... e vida não passa de frases feitas e sentimentos repetitivos em todas as situações.
Todos seguem padrões até perceberem o que estam fazendo ou até alguém de fora perceber e falar...por exemplo amigos meus, 90% deles, tem aquele cabelo, usam aquela roupa, e tem aquele EGO que enforca...ou seja, se vc achar um deles legal, vai achar todos...eles fazem as mesmas coisas, tem os mesmos assuntos e conversam com as mesmas pessoas...vivem em um mundinho fechado, assim como eu...será que é possível não ser clichê?

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Deve-se ter esperanças?

Diferente de uma de suas amigas, ela se apaixonou e não deixou que as pessoas percebessem. Contou somente para duas amigas, e estas passaram a observar as atitudes dele.
Suas amigas, ao prestarem atenção, disseram a ela que tinha chances, mas ela não acreditava muito nisso. Talvez por medo de se iludir; compreensível.
Ela continuava apaixonada. Dias ele tinha atitudes que fazia com que ela tivesse esperanças, e dias atitudes que a desanimavam.
Assim como uma de suas amigas, apesar de achar que eles nunca iam ficar juntos, ela continuava esperando-o.
Em todos os lugares que vai, o procura, pensa nele...
Como todas as mulheres quando estão apaixonadas, pequenas atitudes que ele toma, ela fica boba.
Ela presta atenção em tudo que ele diz, em tudo que ele faz...
Suas amigas te dizem que ela só precisa de calma, que eles vão se conhecer cada vez mais e tudo irá dar certo. Mas às vezes acreditar demais que algo vai acontecer é ruim. Em alguns casos, pode estar se iludindo.
Não sabemos ainda se dará certo. Será que ele também está apaixonado por ela? Será que 'acabarão' juntos?
Enquanto ela não tem uma resposta, tem que continuar tendo esperanças ou acabar logo com todas elas?

By: Giulia (:

quinta-feira, 22 de abril de 2010

raciocínio sem fim

Seu amigo te olha espantado e te pergunta: por que continuar com isso? por que insistir se não passa de sofrimento?...você logo pensa que seu amigo não te entende....não intende que amor é algo que machuca mais que qualquer outra coisa, é aquilo todos querem, mas você teme...teme não pelo fato de se apaixonar e não ser correspondido, mas de amar alguém que não pode...e a proibição te faz quere-lo(a) mais...e a distância te faz querer passar mais momentos, somente com aquela pessoa, livre de todas as cobranças e restrições...livre todas as malditas reestrições que te sufocam e te mostrando a vida como uma gaiola trancada a sete chaves, que com o tempo vai diminuindo...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O amor deixa as pessoas incompreenssíveis

Ela o conheceu e se apaixonou. Com o tempo esse amor só crescia cada vez mais.
Ela faz tudo que ele pede, tudo que ele quer. Se submete à qualquer coisa para faze-lo feliz. Sua felicidade consiste em vê-lo feliz também.
Ela não sabe mais viver sem sua presença, por mais distante que seja. Ele de alguma forma está sempre com ela. As músicas que ela escuta, faz com que lembre dele; as fotos que vê, as conversas, o msn, o twitter, TUDO faz com que ele permaneça sempre presente.
Ele às vezes a trata mal, mas ela não liga. Às vezes é muito fofo, e ela se apaixona mais.
Todos os dias ela acorda pensando nele, e vai dormir pensando nele. Ela não vive mais por ela, e sim por ele.
Isso agora começou a machucar, e com ajuda de suas amigas, ela está percebendo que precisa pensar nela, viver a vida dela, ser feliz. Porque esse amor só está a desgastando e fazendo com que ela sofra, enquanto ele está bem e feliz.
Ela pode vê-lo no domingo, que na segunda já estará morrendo de saudades, porque o ama muito.
Todas as suas amigas percebem que ele só se importa com ele mesmo, mas ela não quer ver isso. Por mais que se machuque muito, ela não quer ver, ela só quer ver as qualidades dele e releva tudo que ele fala que possa te machucar de alguma forma.
Ela tenta disfarçar o que sente, e tenta disfarçar quando está triste, mas na maioria das vezes não consegue esconder tudo.
Seus dias ficam muito mais felizes com um 'oi' dele, com um simples sorriso. Ele surgiu na sua vida, e a fez melhor. Por mais que ela sofra às vezes, ela não se importa com isso no momento em que ele é fofo, no momento em que está por perto; ela só consegue ficar feliz, e esquecer tudo que sempre sofre por causa dele.
Por mais que saiba que eles não vão ficar juntos, ela espera; ela aceita essa situação, continua falando com ele, procurando-o...
Ela não sabe mais o que fazer para esquece-lo. Ela já tentou substituí-lo várias vezes, por várias pessoas diferentes, mas ninguém consguiu fazer com que ela sentisse o que sente por ele. O que sente por ele, ela nunca sentiu por ninguém; é MUITO forte.
Ela sabe dizer quantos meses e dias o conhece, sabe dizer todos os momentos que já passaram 'juntos' desde que se conhecem; sabe dizer quanto tempo gosta dele, sabe dizer tudo que já a machucou e já a fez bem. Ela lembra de tudo.
Mesmo sabendo que ele só se importa com ele mesmo, ela não liga. O amor que ela sente por ele, é muito maior do que qualquer coisa. (L)

By: Giulia (: