Ouvi o interfone tocar, ainda não estava pronta mas fui correndo atender.
-Oi.
-Oi, ele já está aqui embaixo.
-Ok, fala que eu já desço.
-Ok.
-Obrigada.
Desliguei o interfone e fui terminar de me arrumar. Estava com o meu vestido preto florido, coloquei meu sapato amarelo de salto, terminei de me maquiar, peguei minha bolsa, joguei minha carteira e meu celular dentro dela, peguei a chave de casa e saí.
Chamei o elevador, estava no 18º andar. Esperei até que chegasse no 8º (o meu andar). Quando a porta se abriu haviam duas pessoas que eu não conhecia dentro. Os comprimentei e vi que o Térreo já estava aceso.
Quando saí do elevador, ele já estava ali me esperando.
-Oi.
-Oi. -Ele me beijou.
-Tudo bem?
-Aham e você?
-Tudo. Desculpe a demora, estava terminando de me arrumar.
-Tudo bem.
-Onde é a festa?
-Aqui perto.
Fomos para a festa do nosso melhor amigo. Cheguei lá com ele e ninguém acreditou.
-Oi Giu!
-Oie! Tudo bem? Parabens!!!
-Brigado! O que está acontecendo? Vocês estão juntos?!
-Er... sim. -Com vergonha.
-Ai que bom, você deve estar muito feliz né?
-Sim.
-Que bom! Entra, fica a vontade.
-Brigada.
Entrei na festa e fui encontrando todas aquelas pessoas que não via há muito tempo e que estava com muitas saudades.
Ninguém estava acreditando que estávamos juntos. Depois de tanto tempo que eu o amava, depois de tanto tempo que eu o esperei... Todos achavam que isso nunca aconteceria, inclusive eu.
Saí de perto dele para conversar com os meus amigos que estava com tanta saudade.
A noite já estava terminando e a festa também. Todos estavam indo embora.
Senti aquela mão me tocando delicadamente no ombro direito, e então sua voz inconfundivel:
-Amor, vamos?
Conscenti com a cabeça, me despedi do meu amigo e fui com ele. Passamos pelo dono da festa:
-Lindo, obrigada, estava com saudade de você.
-Mas vocês já vão?
-Já, amanhã ele acorda cedo.
Nos despedimos e fomos embora.
Chegamos no meu prédio, ele parou o carro na outra vaga da minha mãe.
Entramos no prédio e ficamos um tempo sentados em um dos banquinhos na frente do salão de jogos e ficamos conversando e observando a lua, até o momento em que o chato do zelador veio falar conosco.
-Vocês não podem ficar aqui.
-Mas não estamos fazendo barulho. Estamos falando baixo.
-Eu sei querida, mas se eu abro excessão para você, todos vão querer.
-Tá, vamos amor.
Fui em direção à minha torre me apoiando nele. Cheguei ao hall da torre e chamei o elevador. Desta vez, estava no 10º andar. Esperamos-o sentados no hall.
Quando a porta se abriu não havia ninguém no elevador. Apertei o 8 e subimos.
Saí do elevador, peguei a chave com um pouco de dificuldade dentro da bolsa e abri a porta.
Entramos, tirei meu sapato e sentamos no sofá. Olhei no relógio e já eram 4h20 da manhã.
-Você não vai conseguir acordar amanhã. -Disse a ele.
-Nem você.
-Eu sei, minha mãe vai me matar.
-É melhor eu ir embora então, para você poder dormir.
-Não! Não vai, fica aí. Você bebeu, não vou deixar você ir até a sua casa essa hora sozinho dirigindo depois de beber.
-Mas eu preciso dormir, e você também.
-Dorme no quarto do meu irmão, ele não está aí.
Ouvimos a porta sendo aberta.
-Sua mãe chegou.
-É.
Ela entrou, olhou para mim.
-Oi mãe.
-Oi. Tudo bem? -Com uma voz de confusa, preocupara e desconfiada.
-Tudo. A gente chegou agora também.
-Ah,... Como foi a festa?
-Boa. E a sua?
-Boa também.
-Que bom... você não foi de carro não?
-Não, a Marta passou aqui para me buscar.
-Ah tá.
-Você viu que ele parou o carro lá atras do seu?
-Não vi.
-Tudo bem?
-Sim.
-Ele vai dormir no quarto do meu irmão, já que ele não vai dormir em casa, tá?
-Tá. Eu estou indo dormir, licença. Boa noite.
-Boa noite. -Falamos ao mesmo tempo.
-Viu? Ela não se importa, ele gosta de vocês.
-Não sei, ela deve ter raiva de mim, com razão depois de tudo que eu te fiz sofrer sempre.
Abaixei a cabeça e uma lágrima escorreu do meu olho. Então ele levantou meu rosto e olhou nos meus olhos que agora estavam borrados.
-Não! Não fica assim. Porque você está chorando?
-Não queria lembrar de tudo que eu sofri. Estamos bem agora, não estamos? E a minha mãe não tem raiva de você.
-Me desculpe, não achei que falar isso te deixaria mal.
-Lógico que me faz mal, sofri muito.
-Eu sei. Me perdoa. Eu só quis mostrar que caso sua mãe tenha raiva, eu entendo os motivos.
-Mas ela não tem. Ela gosta de você, já disse.
-Ok. Se você está dizendo eu acredito.
Ficamos quietos um tempo e ele começou a limpar aqueles borrões no meu rosto.
-Eu te amo.
-Sim. Eu também te amo muito.
Ele me beijou e toda a dor foi embora.
-Vamos dormir?
-Sim.
Ele me cobriu na cama e apagou a luz.
-Boa noite meu amor, até amanhã.
-Boa noite.
Ele me beijou novamente e fechou a porta ao sair do quarto.
Giulia (:
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
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