domingo, 7 de novembro de 2010

Eu estava olhando as fotos dele no orkut quando meu celular tocou. Estava tão destraida que levei um susto. Quando olhei para o celular vi o nome dele junto a sua foto, o que indicava que era ele ligando. Não sabia se atendia ou não, fiquei um tempo pensando, no fim, atendi.
-Alô.
-Oi Giu, tudo bem?
-Aham, e você?
-Tudo. Porque demorou para atender?
-O celular estava longe.
Eu não sabia muito bem o porque, mas até eu estava me achando estranha. Era pra tê-lo atendido rapidamente, mas estava com medo do que ele poderia falar.
-Hm... entendi. Você está em casa?
-Aham.
-Vai sair?
-Hm... acho que não.
-Hm... estou com a minha mãe no Bourbons, podemos passar aí?
-Aham.
-A gente precisa conversar, você está estranha.
-Hm... talvez precisemos mesmo.
-É... então vou praí com a minha mãe.
-Tá.
-Beijos.
Desliguei o telefone, fechei o orkut e fui falar com minha mãe.
-Mãe, ele está vindo pra ca com a mãe dele. Você fica conversando com ela aqui em casa que eu vou descer pra conversar com ele, ok?
-Tá, vou me arrumar... vai você também.
Saí do quarto dela, fechei a porta. Entrei no meu quarto, tirei o pijama que havia acabado de colocar após o banho e coloquei um vestido.
Estava com o cabelo molhado e preso de qualquer jeito e não pretendia mudá-lo.
Abri a porta do quarto da minha mãe novamente.
-Eles estavam terminando de comprar umas coisas no Bourbon, já devem estar chegando.
-Tá. Liga lá na portaria, libera para ela colocar o carro na garagem e vai arrumar o cabelo.
Fiz metade do que ela havia mandado. Liguei na portaria e liberei para que parasse o carro, mas o cabelo, deixei como estava. Fiquei sentada em minha cama enquanto minha mãe arrumava a sala. Então a campainha tocou.
Minha mãe abriu a porta.
-Oi, entra. Tudo bem com vocês?
Os dois responderam ao mesmo tempo.
-Tudo, e você?
-Tudo.
-Cadê a Giulia?
Antes que minha mãe pudesse responder, eu apareci na sala.
-Tô aqui.
Ele sorriu.
Fui cumprimentar a mãe dele, dei um meio sorriso e olhei pra ele.
-Vamos descer?
-Aham.
-Licença gente.
Abri a porta de casa e, enquanto ele a fechava, chamei o elevador.
No elevador nenhum dos dois pronunciaram uma só palavra. Saimos do elevador e fomos para o parquinho. Sentamos e então ele começou.
-Mesmo de longe eu queria te fazer sentir tudo o que eu sinto por você.
Eu fiquei sem resposta. Não estava entendendo o que ele queria então, vendo minha expressão confusa, ele continuou.
-As vezes queria poder te ter, as vezes me sinto invisivel pra você.
Dei uma risadinha e levantei a cabeça.
-Você não pode estar falando sério, não faz o menor sentido você me dizer isso, você nunca foi nem vai ser invisivel pra mim.
-E eu vou voar pra algum lugar com você.
Dei um sorriso torto.
-Pra te encontrar, te dizer...
Fiquei esperando que ele continuasse. Ele respirou fundo.
-Te ter aqui faz parte do meu jogo, me faz feliz poder te ver de novo, vou te mostrar que falta muito pouco pra eu olhar no teu olho e dizer...
Levantei a cabeça novamente e, com dificuldade, o encarei. Ele abriu seu sorriso lindo e continuou.
-Amo você.
Sem saber o que dizer, eu apenas sorri.
-Todo o meu mundo gira em torno de achar maneiras para te fazer sorrir.
Mesmo sem saber direito o que dizer.
-você sempre consegue.
-Mesmo a distância e o medo de te perder.
-Não precisa ter medo, você nunca vai me perder. Eu já te disse que vou estar sempre aqui com você.
-Nada vai me fazer te esquecer.
-Eu também nunca vou te esquecer.
Nesse momento eu estava emocionada. Escorreu uma lágrima e abaixei a cabeça.
-Se o mundo um dia te virar as costas, lembra que eu sou feliz só por você existir, só por estar aqui.
-E é só isso, só você que me importa.
-E se um dia me ver longe demais, pensa em tudo que eu sou capaz pra te ver sorrir.
O sorriso torto delejá havia feito com que eu sorrisse também. Eu não estava acreditando que ele estava ali, com aquelesorriso, que me fazia tão bem, por minha causa. A única coisa que eu consegui dizer foi:
-Eu...
O sorriso dele desapareceu e ele ficou esperando que eu continuasse.
-Te amo.
O sorriso voltou e ele a beijou.
Ficamos alguns minutos abraçados quando ele disse:
-Vamos subir?
Conscenti com a cabeça, ele pegou minha mão. Passamos por alguns amigos meus antes de chegar no Hall da minha torre, mas não paramos para falar com eles.
Esperamos o elevador sem falar nada, subimos e quando entramos em casa, nossas mães estavam rindo e tomando cerveja, e as duas nos olharam. Demos uma risadinha.
A mãe dele foi para o seu lado e cochichou algo que eu não pude entender. Fiquei parada perto da minha mãe. Então ele respirou fundo e, olhando pra minha mãe, começou.
-Simone...
-Oi.
Minha mãe estava sorrindo, o que para mim, era no minimo estranho. A mãe dele também sorria, enquanto ele estava nervoso e eu confusa.
Ele colocou a mão esquerda no bolso e com a direita pegou minha mão.
-Eu queria saber...
Antes que ele pudesse terminar, minha mãe já havia respondido.
-Claro!
-Que? Mãe? Claro o que? Do que vocês estão falando? Espera ele terminar de falar! Por quê só eu não sei do que se trata?
Eu olhei para ele confusa, e ele continuou.
-Se você deixa eu namorar com a Giu.
Ainda sorrindo, minha mãe respondeu.
-Mantenho a minha resposta anterior, desde que ela queira isso também.
Os três olharam para mim e então ele tirou a aliança do bolso.
-E então Giu?
Meus olhos estavam cheios de lagrimas, então todos se assustaram com a sua reação.
-Vocês estão brincando comigo né?
Os três continuaram confusos e preocupados. Então, eu os acalmei.
-É claro que eu quero.
E olhando para ele.
-Eu te amo.
O sorriso dele naquele momento, fez com que eu me perdesse.
Ele colocou a aliança no meu dedo, e colocou uma igual no seu.
-Eu te amo Giu.
-Eu também, demais.
Nós dois continuamos nos olhando, e ele me beijou.

Pra você lembrar - Restart

By Giu :D

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